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Ministro contra contratação de empresa de segurança privada na capital
Luxemburgo 27.11.2020

Ministro contra contratação de empresa de segurança privada na capital

Ministro contra contratação de empresa de segurança privada na capital

Chris Karaba
Luxemburgo 27.11.2020

Ministro contra contratação de empresa de segurança privada na capital

Diana ALVES
Diana ALVES
É um assunto que promete dar que falar. O ministro da Segurança Interna, Henri Kox, diz que a contratação de uma empresa de segurança privada pela autarquia da cidade do Luxemburgo é ilegal.

Em declarações à RTL, Kox lamentou a decisão, acrescentando que a autarquia não consultou o seu ministério ou a direção-geral da polícia. 

O ministro explica que a presença de agentes no terreno é da competência da polícia, frisando que uma privatização do setor da segurança é “inaceitável”.

A comuna da capital anunciou na quinta-feira a contratação de uma empresa de segurança privada para patrulhar os bairros da gare e do centro, entre os dias 1 de dezembro deste ano e 31 de janeiro de 2021, para “lutar contra o sentimento de insegurança urbana”.

Também citada pela RTL, a burgomestre Lydie Polfer esclareceu que a decisão surge para fazer face a uma degradação da segurança nos últimos meses naqueles dois bairros, apesar de as equipas da polícia no local terem sido reforçadas com três dezenas de agentes. 

Polfer adianta que o objetivo não é pisar a polícia, mas sim colaborar com as forças de segurança a quem dá os parabéns pelo trabalho efetuado. A líder autárquica ressalva, no entanto, que a polícia não dispõe de pessoal suficiente para garantir uma presença em todos os bairros, razão pela qual a comuna decidiu reforçar a “presença preventiva para gerir melhor a situação”.

Lydie Polfer sublinha, ainda, que não se trata da primeira vez que a autarquia contrata este tipo de serviço, sendo uma prática corrente no âmbito dos mercados de Natal.

O ministro da Segurança Interna não foi o único a opor-se à decisão da autarquia. Membros de partidos como o déi Lénk, déi Gréng, LSAP e ADR e ainda a Federação Geral da Função Comunal já reagiram à notícia, mostrando-se contra a privatização do setor.  

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