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Ministro confirma "incidentes" entre estagiários e polícias
Luxemburgo 2 min. 21.09.2022
Polícia grã-ducal

Ministro confirma "incidentes" entre estagiários e polícias

Polícia grã-ducal

Ministro confirma "incidentes" entre estagiários e polícias

Foto: Steve Remesch (Arquivo Luxemburger Wort)
Luxemburgo 2 min. 21.09.2022
Polícia grã-ducal

Ministro confirma "incidentes" entre estagiários e polícias

Megane KAMBALA
Megane KAMBALA
Incidentes poderão ter acontecido fora do horário de trabalho em bares luxemburgueses.

A informação foi dada pelo próprio ministro da Segurança Interna, Henri Kox: há registo de "incidentes"que envolveram estagiários e agentes da polícia "em um ou mais bares luxemburgueses".

Numa resposta parlamentar ao deputado Léon Gloden, divulgada esta quarta-feira, o ministro confirma os factos e admite que, mesmo que estes possam ter acontecido fora do horário de trabalho, os funcionários públicos em formação para se tornarem agentes da polícia deviam ter-se "comportado de forma inadequada" em relação aos "futuros colegas de trabalho".

O ministro não especifica, no entanto, se se trataram de rixas e recorda as disposições da lei alterada de 18 de julho de 2018 sobre a polícia grão-ducal. 

O artigo 65º nº 3° desta lei prevê "a possibilidade de o ministro se pronunciar, sob parecer do diretor-geral da polícia, da retirada do estatuto de funcionário público estagiário do serviço de polícia por razões graves, tanto dentro como fora do serviço". 

Recrutamento pouco rigoroso?

Sobre o mesmo caso, o deputado da oposição Léon Gloden (CSV) pediu mais esclarecimentos sobre um potencial "rastreio" prévio dos candidatos a agentes da polícia.

Citando o artigo 58º da lei, Henri Kox confirma que esta "prevê a realização de uma investigação moral sobre os candidatos ao serviço de polícia antes da sua admissão a um estágio" e que esta investigação "só pode obviamente relacionar-se com factos anteriores" à referida investigação. 

E acrescenta que "o objetivo dos procedimentos de recrutamento é identificar pessoas que não possuam "as qualidades morais necessárias para o desempenho de uma das funções do serviço de polícia". 

E garante, ao mesmo tempo, que serão tomadas medidas para estes recentes "casos isolados". E recorda que a formação dos aspirantes a polícia tinha sido adaptada para responder "aos desafios sociais para um rápido reforço das unidades no terreno" em 2020, tudo no contexto de uma grande vaga de recrutamento. 

Esta decisão seguiu-se ao "plano extraordinário de recrutamento" para os anos  2020 a 2022", que previa "um reforço líquido de 607 agentes policiais e 240 pessoas nas carreiras civis, repartidos por três anos".

(Este artigo foi publicado originalmente na edição francesa do Luxemburger Wort.)

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