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Ministra. "Temos de ser prudentes, com as novas variantes covid o risco é muito grande"
Luxemburgo 2 min. 18.01.2021

Ministra. "Temos de ser prudentes, com as novas variantes covid o risco é muito grande"

Ministra. "Temos de ser prudentes, com as novas variantes covid o risco é muito grande"

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 18.01.2021

Ministra. "Temos de ser prudentes, com as novas variantes covid o risco é muito grande"

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Paulette Lenert alerta que "janeiro é um muito crítico” da pandemia, sobretudo por causa das novas estirpes do vírus e pede para não haver relaxamento dos gestos barreira. A vacina ainda não evita um novo confinamento.

A rapidez com que as novas variantes, sobretudo a inglesa, do vírus da covid-19 está a espalhar-se pela Europa está a preocupar o Governo do Grão-Ducado onde já foram registados seis casos até ao momento. Mas também a nova estirpe brasileira traz grande preocupação.

Apesar das infeções estarem a diminuir no País, a ministra da Saúde Paulette Lenert volta a alertar, numa entrevista ao Paperjam hoje publicada, que não se pode baixar a guardar, há que cumprir as medidas e os gestos barreira. Não é altura “para relaxamentos”.

Em alerta máximo está a vigilância às novas variantes inglesa, brasileira e da África do Sul, do SARS-CoV-2. Estudos confirmam que a nova estirpe do Reino Unido é cerca de 70% mais contagiosa do que a estirpe original. Sobre as variantes brasileira sul-africana ainda não há estudos.


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Medo da propagação

“Estamos inquietos” com as novas variantes, assume Paulette Lenert nesta entrevista ao Paperjam. “Não podemos prever nada. É por esta razão que eu considero o mês de janeiro muito crítico”. Se as novas variantes “começarem a se propagar por todo o continente, saberemos rapidamente”.

"Se tal acontecer, teremos de ser capazes de reagir muito rapidamente, mas não saberemos qual a sua dimensão e se a propagação pode ser travada ou não. Tem sido sempre assim, com novas informações a chegar a todo o momento”, desde o início da pandemia, vinca a governante.

Risco de novo confinamento 

Apesar da chegada das vacinas continua a ser possível um reconfinamento total no País?, questiona o Paperjam à ministra.

“Francamente não podemos excluí-lo. Por isso este mês é tão critíco. Mesmo com a chegada rápida das vacinas nunca poderemos garantir uma segurança para janeiro, fevereiro e março. Por isso, repito estes meses são muito críticos. Ao olharmos para o que se passa atualmente na Inglaterra e Irlanda não podemos excluir” admite Paulette Lenert  referindo-se à propagação das novas variantes britânica e brasileira.


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 As pessoas têm de compreender os riscos e Paulette Lenert teme que haja um relaxamento das restrições pela população, agora que os números estão a baixar. “Este verão nós vimos esse relaxamento logo após as infeções diminuírem e ter terminado o estado de crise… E é isso que não pode acontecer agora!”, pede a responsável pela tutela da saúde. 


“Volto a repetir. Este é um mês crítico", frisa Lenert. E acrescenta: "Temos de ser prudentes, com estas novas variante, o risco é muito grande”, alerta Paulette Lenert.

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