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Ministra. Medidas do Luxemburgo não são ditadas pelos países vizinhos
Luxemburgo 2 min. 27.01.2021

Ministra. Medidas do Luxemburgo não são ditadas pelos países vizinhos

Ministra. Medidas do Luxemburgo não são ditadas pelos países vizinhos

Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 27.01.2021

Ministra. Medidas do Luxemburgo não são ditadas pelos países vizinhos

Susy MARTINS
Susy MARTINS
A ministra da Saúde, Paulette Lenert, esteve reunida esta terça-feira com a comissão parlamentar Saúde para abordar o prolongamento das medidas sanitárias atuais até 21 de fevereiro.

Os deputados questionaram a ministra sobre em que dados o executivo se baseou para prolongar as medidas atuais, insinuando que a decisão se prende com pressão exercida pelos países vizinhos.

Mas Paulette Lenert assegurou que a política do Ministério da Saúde não é ditada pelas reivindicações dos países ou regiões vizinhos, mas baseia-se em estudos epidemiológicos. No entanto, a responsável Saúde frisou que não é possível isolar a situação sanitária do Luxemburgo daquela dos países vizinhos, uma vez que há muitos contactos transfronteiriços, nomeadamente através do trabalho.

Paulette Lenert acrescentou ainda que o Governo prefere a prudência nas medidas devido à variante britânica do vírus que é mais contagiosa. Embora o primeiro caso de infeção da estirpe britânica tenha sido detetado no início deste mês, o Grão-Ducado já regista 36 infeções da nova variante.

Durante o encontro os deputados pediram mais explicações sobre o rastreamento de casos positivos. De acordo com a ministra, uma vez que o número de casos positivos tem diminuído há vários dias, as equipas de contact tracing têm mais tempo para recorrer a questionários mais detalhados, o que permite uma análise mais aprofundada sobre a transmissão do vírus. Embora continue a ser difícil determinar o local exato onde uma pessoa se infetou, a Lenert reiterou que continua a ser no meio familiar ou em pequenas festas privadas que a maioria dos contágios parecem acontecer.


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Medida aplica-se a viagens com mais de 72 horas e apenas de avião. Por enquanto, mantém-se tudo igual nas fronteiras terrestres.

O prolongamento das medidas atuais, como o recolher obrigatório entre as 23:00 e as 6:00 e o receber duas pessoas no máximo em casa, deverá ir a votos no Parlamento, até ao final desta semana.  

"Governo está ultrapassado com crise sanitária", diz ADR

O ADR criticou duramente as medidas sanitários do executivo, acusando-o de "falta de iniciativa, responsabilidade e visão a longo prazo" para lidar com a crise. 

Segundo o partido nacionalista, o facto de se alterar constantemente as medidas, faz com que a população perca confiança na política. Reivindica mesmo que sejam tomadas medidas a curto prazo no setor hospitalar, nomeadamente através de uma nova lei que torne as profissões de saúde mais atrativas. No que toca a restaurantes, cafés e bares pede ainda que estes possam abrir portas o mais rapidamente, mantendo o respeito pelas medidas sanitárias.

O partida critica ainda o recolher obrigatório e a ausência atual de direitos fundamentais, como o da livre circulação e requer que a esfera privada seja garantida aos cidadãos. Por último, reivindica os cidadãos possam escolher a vacina com a qual vão ser vacinados, uma vez que há várias marcas de vacinas atualmente disponíveis contra a covid-19. O Luxemburgo tem atualmente duas disponíveis: a Pfizer/BioNTech e Moderna.  

Para o ADR, se o executivo continuar a mesma abordagem na gestão da pandemia, as consequências serão dramáticas para muita gente, sobretudo aquelas com uma saúde mental frágil.

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