Ministra da Saúde usa máscara de proteção nas reuniões de trabalho
Ministra da Saúde usa máscara de proteção nas reuniões de trabalho
"Eu não as uso [máscaras de proteção] todos os dias. Mas não é possível fazer tudo por teleconferência, por isso uso-a no meu local de trabalho: somos muitos na célula de crise e mesmo que tentemos manter-nos separados nas reuniões, não podemos evitar a interação”, declarou a ministra da Saúde, Paulette Lenert numa entrevista à Paperjam.
O governo tem recebido críticas, nomeadamente do CSV, sobre a sua posição ambígua quanto ao uso das máscaras de proteção pela população do Grão-Ducado. Paulette Lenert respondeu à polémica na sexta-feira. "A nossa posição seguiu as directrizes da OMS, quer para a protecção do sector da saúde, quer para as máscaras feitas em casa".
Máscaras feitas em casa
Em entrevista à edição francesa do Wort, a ministra também disse apoiar o uso deste material de proteção pelo público, voltando a referir-se às máscaras feitas em casa, ou ao uso de lenços ou outros acessórios no rosto, como proteção contra o novo coronavírus.
“Apoiamos as máscaras cosidas ou feitas em casa. Isto não é o equivalente a uma máscara cirúrgica ou a uma máscara profissional. Não irá filtrar o vírus. Alguém que está doente, se usar algo sobre a boca ou nariz, seja um lenço ou uma máscara, menos gotas sairão”, frisou a ministra da Saúde na entrevista ao Wort.
Contudo, a governante alertou: "Mas não se pode criar uma falsa sensação de segurança. A máscara feita em casa deve ser concebida como mais um apoio” às medidas de proteção. A lavagem das mãos com sabão frequentemente ou o uso de gel desinfetante continuam a ser, para os especialistas, os métodos mais aconselhados para evitar a contaminação pelo vírus. E há que continuar a manter as distâncias sociais em público.
Prioridade para os profissionais de saúde
As máscaras confecionadas em casa, feitas em tecido devem cobrir a boca e o nariz para evitar ser contaminado pelo vírus. São uma opção, numa altura em que stock nacional de máscaras cirúrgicas é reservado, sobretudo, a quem está na primeira linha de combate à covid-19, nos hospitais e centros de saúde.
O uso das máscaras profissionais pelos médicos, enfermeiros e os profissionais que lidam diretamente com doentes infetados continua a ser a prioridade para o governo do Luxemburgo. E mesmo para eles são suficientes?, questionou o Wort.
"No início, havia uma verdadeira ansiedade em relação a isto. Mas agora temos algumas pistas que nos permitem ser optimistas. Uma grande entrega chegou esta semana em três cargueiros com toneladas de material. Portanto, estamos no verde para o sector da saúde e dos cuidados, pelo menos durante as próximas semanas. E estamos à espera de mais entregas”, explicou Paulette Lenert.
“Estamos a adaptar a comunicação sobre as máscaras em função da disponibilidade de stocks, de modo a não criar falsas expectativas”, justificou a ministra da Saúde. Paulette Lenert deixou claro que no dia em que houver máscaras profissionais em grande quantidade no país “podemos promover mais o uso da máscara”.
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