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Ministra da Saúde usa máscara de proteção nas reuniões de trabalho
Luxemburgo 3 min. 12.04.2020

Ministra da Saúde usa máscara de proteção nas reuniões de trabalho

Ministra da Saúde usa máscara de proteção nas reuniões de trabalho

Luxemburgo 3 min. 12.04.2020

Ministra da Saúde usa máscara de proteção nas reuniões de trabalho

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Foi a própria Paulette Lenert quem contou numa entrevista. A governante apoia o uso de máscaras caseiras nas saídas à rua da população. Mas alerta que continuam a ser necessárias outras medidas de proteção. As máscaras cirúrgicas têm de ser para os profissionais de saúde.

"Eu não as uso [máscaras de proteção] todos os dias. Mas não é possível fazer tudo por teleconferência, por isso uso-a no meu local de trabalho: somos muitos na célula de crise e mesmo que tentemos manter-nos separados nas reuniões, não podemos evitar a interação”, declarou a ministra da Saúde, Paulette Lenert numa entrevista à Paperjam.

O governo tem recebido críticas, nomeadamente do CSV, sobre a sua posição ambígua quanto ao uso das máscaras de proteção pela população do Grão-Ducado. Paulette Lenert respondeu à polémica na sexta-feira. "A nossa posição seguiu as directrizes da OMS, quer para a protecção do sector da saúde, quer para as máscaras feitas em casa".


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Máscaras feitas em casa

Em entrevista à edição francesa do Wort, a ministra também disse apoiar o uso deste material de proteção pelo público, voltando a referir-se às máscaras feitas em casa, ou ao uso de lenços ou outros acessórios no rosto, como proteção contra o novo coronavírus.

“Apoiamos as máscaras cosidas ou feitas em casa. Isto não é o equivalente a uma máscara cirúrgica ou a uma máscara profissional. Não irá filtrar o vírus. Alguém que está doente, se usar algo sobre a boca ou nariz, seja um lenço ou uma máscara, menos gotas sairão”, frisou a ministra da Saúde na entrevista ao Wort. 

Contudo, a governante alertou:  "Mas não se pode criar uma falsa sensação de segurança. A máscara feita em casa deve ser concebida como mais um apoio” às medidas de proteção. A lavagem das mãos com sabão frequentemente ou o uso de gel desinfetante continuam a ser, para os especialistas, os métodos mais aconselhados para evitar a contaminação pelo vírus. E há que continuar a manter as distâncias sociais em público.

 Prioridade para os profissionais de saúde

As máscaras confecionadas em casa, feitas em tecido devem cobrir a boca e o nariz para evitar ser contaminado pelo vírus. São uma opção, numa altura em que stock nacional de máscaras cirúrgicas é reservado, sobretudo, a quem está na primeira linha de combate à covid-19, nos hospitais e centros de saúde.     


Voluntários confecionaram milhares de máscaras caseiras no Luxemburgo
Cerca de 450 voluntários responderam ao pedido do governo para a confeção de máscaras em tecido. A onda de solidariedade resultou na confeção de entre 6000 e 8000 máscaras.

O uso das máscaras profissionais pelos médicos, enfermeiros e os profissionais que lidam diretamente com doentes infetados continua a ser a prioridade para o governo do Luxemburgo. E mesmo para eles são suficientes?, questionou o Wort.

"No início, havia uma verdadeira ansiedade em relação a isto. Mas agora temos algumas pistas que nos permitem ser optimistas. Uma grande entrega chegou esta semana em três cargueiros com toneladas de material. Portanto, estamos no verde para o sector da saúde e dos cuidados, pelo menos durante as próximas semanas. E estamos à espera de mais entregas”, explicou Paulette Lenert.

“Estamos a adaptar a comunicação sobre as máscaras em função da disponibilidade de stocks, de modo a não criar falsas expectativas”, justificou a ministra da Saúde. Paulette Lenert deixou claro que no dia em que houver máscaras profissionais em grande quantidade no país “podemos promover mais o uso da máscara”. 

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