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Ministério da Saúde alerta: Casos de febre hemorrágica aumentam no Luxemburgo
Luxemburgo 2 min. 05.06.2015 Do nosso arquivo online

Ministério da Saúde alerta: Casos de febre hemorrágica aumentam no Luxemburgo

O rato-do-campo é um dos transmissores da doença

Ministério da Saúde alerta: Casos de febre hemorrágica aumentam no Luxemburgo

O rato-do-campo é um dos transmissores da doença
Foto: Shutterstock
Luxemburgo 2 min. 05.06.2015 Do nosso arquivo online

Ministério da Saúde alerta: Casos de febre hemorrágica aumentam no Luxemburgo

O Ministério da Saúde do Luxemburgo alertou hoje para o aumento do número de casos de Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR) no país, uma doença provocada pelo hantavírus, transmitido por roedores.

O Ministério da Saúde do Luxemburgo alertou hoje para o aumento do número de casos de Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), uma doença provocada pelo hantavírus, transmitido por roedores.

Nas últimas semanas, a Direcção de Saúde registou "um número crescente de casos de infecções provocadas pelo hantavírus no Luxemburgo" que é "significativamente superior a anos anteriores", de acordo com o comunicado do Ministério.

A Febre Hemorrágica com Síndrome Renal é causada por um vírus transmitido por ratos comuns, como o rato-do-campo, e outros roedores. Os sintomas incluem temperatura superior a 38 graus, acompanhada de sintomas gripais, como dores de cabeça e dores musculares, durante três a quatro dias, além de dores nas costas e problemas de visão.

O vírus ataca depois os rins, registando-se presença de sangue na urina. Em casos raros, a doença pode ser mortal ou causar problemas renais permanentes em pessoas com patologias renais anteriores.

A doença, que pode atacar outros órgãos, tem um período de incubação de duas a quatro semanas, ou, em casos mais raros, de cinco a 60 dias, indica ainda o Ministério da Saúde.

Aumento é provocado por proliferação de ratos na floresta

O aumento dos casos de infecções deve-se à "multiplicação intensa" de ratos nas florestas, devido à maior disponibilidade de comida nesta época do ano, indica o comunicado.

O vírus, que não se transmite entre humanos, transmite-se por via aérea, através da inalação de poeiras infectadas por roedores, mordeduras do animal ou contacto com fezes.  Os locais de risco incluem a floresta, jardins e águas-furtadas (sótãos).

A Direcção de Saúde recomenda o reforço das medidas de higiene, como lavar as mãos, e cuidados especiais para pessoas em risco, que incluem trabalhadores florestais e pessoas que fazem jardinagem. Nestes casos, as pessoas devem usar luvas e máscara respiratória quando estiverem em contacto com madeira seca, susceptível de emitir poeiras. 

As autoridades recomendam ainda que as pessoas tomem medidas para impedir a entrada de ratos em casa, através da instalação de armadilhas e mantendo as portas fechadas.

As pessoas com sintomas de febre elevada, dores nas costas e problemas de visão que tenham estado num local susceptível de estar infectado pelo hantavírus devem consultar o médico. 

Mais informações junto da Inspecção Sanitária, pelo tel. 247-85650.  


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