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Ministério da Educação lança disciplina de ciência dos computadores
Luxemburgo 3 min. 10.09.2020 Do nosso arquivo online

Ministério da Educação lança disciplina de ciência dos computadores

Ministério da Educação lança disciplina de ciência dos computadores

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 3 min. 10.09.2020 Do nosso arquivo online

Ministério da Educação lança disciplina de ciência dos computadores

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Uma disciplina para aprender a gerar código informático, o chamado “coding”, será lançada este ano letivo nos liceus.

Claude Meisch, ministro da Educação revela em entrevista exclusiva ao Contacto, que o objetivo é preparar os alunos para transformarem “o Luxemburgo numa sociedade mais digital”.

Depois é preciso ajudar os jovens a retomar a sua vida normal e os contactos com o exterior, porque eles “sofreram muito por causa do isolamento provocado pelo confinamento”, diz o governante.

“Fechámos todas as escolas porque acreditávamos que o vírus se transmitiria a toda a sociedade. através das escolas”, afirma. “Mas neste momento sabemos que isso não verdade” e que as escolas não são locais de contaminação. O governante diz que, agora, é necessário olhar para a escola, em todos os seus aspetos pedagógicos, para além da covid-19.

O ministro da Educação anuncia, esta tarde, as novas regras para o arranque do ano letivo.

Quais são as principais medidas para o arranque deste ano letivo?

É muito importante separar a “rentrée” sanitária - com todas as medidas sanitárias que é necessário respeitar e adaptar e que colocámos em prática para garantir um funcionamento da escola, durante todo o o ano escolar, das medidas pedagógicas que vamos tomar.

Neste momento todos falam das medidas sanitárias e esquecemos o que as crianças necessitam verdadeiramente. Eles deram muito nesta fase de confinamento. E não é uma criança de dez anos que corre risco se for infetado. Em regra geral não há sintomas e ao fim de uma semana a criança está recuperada.

Não fechámos as escolas para proteger os alunos, porque eles estavam em risco. Fechámos as escolas porque acreditávamos que, através das escolas, o vírus se transmitiria a toda a sociedade. Neste momento constatámos que isso não era verdade. E os jovens renunciaram a muito: renunciaram à educação na escola, aos seus contactos sociais, a brincar, às suas atividades nas associações desportivas. Todos esses factores contribuem para o desenvolvimento dos jovens.

Queremos assegurar que as escolas são seguras, que afastámos o vírus do seu interior. Mas porque é que o fazemos? Porque trabalhamos em favor dos jovens. Afastar o vírus das escolas não é um objetivo em si. Mas vai permitir garantir uma certa forma de funcionamento das escolas que contribuí para o bom desenvolvimento dos jovens.

Para além do que trabalhámos, nos últimos meses, para preparar este regresso à escola, adaptando as regras sanitárias,trabalhámos outros dossiês: Por exemplo, vamos introduzir a partir desta “rentrée” uma nova disciplina: o “coding”.

Para preparar os alunos para o futuro?

Para preparar os alunos para o futuro. Quando falamos de “coding” (aprender a criar código informático, por exemplo, para gerar páginas de internet) parece que falamos de qualquer coisa muito técnica. Mas a metodologia que ensinaremo é menos técnica. Vamos ensiná-lo sem computadores, sem ecrâs, utilizando metodologias únicas, como métodos de reflexão sobre o algoritmo, para que os jovens compreendam como funcionam os computadores.

A disciplina funciona, neste momento, para crinças de 10, 11 anos. Mas a partir deste ano letivo, a matéria será retomdo nas escolas secundárias e nas classes anteriores. Não falaremos apenas de “coding” mas também dos princípios algorítmicos.

Será uma disciplina que abordará a ciência dos computadores, em geral, e todos as características do digital. Uma iniciativa que pretendemos que contribua para um país mais digital, com muitas empresas a trabalhar nesse domínioo.


"Só em casos extremos as escolas serão colocadas em quarentena"
O ministro da Educação, em entrevista exclusiva ao Contacto, revela que “se tivermos infeções detectadas na escola será imposto o uso da máscara na salas de aula”.

Que outras novidades serão anunciadas?

Outro ponto forte deste regresso às aulas é garantir tudo o que as crianças não tiveram na fase de confinamento. Propomos assegurar o seu bem estar retomando os seus contactos no exterior, fora das escolas com as associações. Porque temos a impressão que perderam muito nesse período. Os responsáveis das associações dizem-nos que os jovens que não poderam ir durante os meses do confinamento, neste momento, também já não frequentam as associações porque perderam o hábito de o fazer.

A sociedade precisa que os jovens e as pessoas, em geral, se empenham e envolvam na vida local. Por isso, temos a certeza que, para além de tudo o que são os aspectos sanitários e dos aspectos graves de uma infeção, há todas os outros factores para os quais temos que olhar.

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