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Migrantes do "Sea Watch 3" desembarcam hoje. Luxemburgo é a próxima paragem
Luxemburgo 7 30.01.2019

Migrantes do "Sea Watch 3" desembarcam hoje. Luxemburgo é a próxima paragem

Migrantes do "Sea Watch 3" desembarcam hoje. Luxemburgo é a próxima paragem

Foto: AFP
Luxemburgo 7 30.01.2019

Migrantes do "Sea Watch 3" desembarcam hoje. Luxemburgo é a próxima paragem

Esta quarta-feira, os 47 migrantes que estão há 11 dias no barco humanitário "Sea Watch 3" vão poder desembarcar nas próximas horas, segundo o primeiro-ministro italiano, depois de seis países europeus, entre eles o Luxemburgo, terem chegado a um acordo com Itália.

"O Luxemburgo aderiu à lista de países amigos que responderam ao nosso convite [para receber os migrantes], agora somos sete países", disse o primeiro ministro italiano, Giuseppe Conte, numa conferência de imprensa em Milão. "O desembarque começará nas próximas horas". 

No dia 19 de janeiro, o navio "Sea Watch 3", da organização não-governamental (ONG) alemã homónima, salvou 47 pessoas que viajavam num barco próximo da costa da Líbia. Na embarcação encontram-se 15 menores a bordo, com idades entre os 14 e os 17 anos, e alguns viajam sozinhos.

Giuseppe Conte explicou que o desembarque acontecerá depois de seis países - Luxemburgo, Alemanha, Portugal, França, Roménia e Malta - terem respondido ao apelo para realocarem estas pessoas.

Os migrantes resgatados são oriundos da Guiné-Bissau, Guiné-Conacri e do Senegal (a grande maioria), mas também da República Centro-Africana, Costa do Marfim e da Gâmbia. Quatro cidadãos da Guiné-Bissau estão entre os 47 migrantes resgatados pelo navio “Sea Watch 3”, relatou na terça-feira à Lusa uma médica portuguesa que integra a missão de resgate. Entre eles, está um rapaz menor não acompanhado, segundo  a infeciologista Catarina Paulo.


Luxemburgo e mais sete países vão receber os 49 migrantes bloqueados
Oito países europeus, incluindo Luxemburgo e Portugal, vão receber os 49 migrantes resgatados há cerca de duas semanas e que permanecem no mar ao largo de Malta, nos termos de um acordo anunciado hoje pelo governo maltês.

Entre os migrantes que estão neste momento a bordo do navio “Sea Watch 3”, uma grande parte foi vítima de violência durante a sua passagem pela Líbia, país que se tornou a placa giratória para centenas de milhares de migrantes que tentam alcançar a Europa através do Mediterrâneo.

"Não somos peixes", lê-se nos cartazes de uma manifestação em defesa dos 47 migrantes, em Itália
"Não somos peixes", lê-se nos cartazes de uma manifestação em defesa dos 47 migrantes, em Itália
Foto: AFP

Cerca de 5.757 migrantes e refugiados chegaram à Europa por via marítima nos primeiros 27 dias deste ano, um pequeno aumento face às 5.502 chegadas registadas no mesmo período de 2018, divulgou hoje a Organização Internacional das Migrações (OIM).


Número de migrantes desaparecidos em naufrágio no Mediterrâneo sobe para 114
O número de migrantes desaparecidos após um naufrágio a 50 milhas da costa da Líbia subiu de 20 para 114, enquanto três foram resgatados e outros três morreram, anunciou hoje a Organização Internacional das Migrações (OIM) em Itália.

As mortes registadas nas três principais rotas do mar Mediterrâneo - Mediterrâneo Oriental (da Turquia para a Grécia), Mediterrâneo Central (da Líbia para Itália) e Mediterrâneo Ocidental (de Marrocos para Espanha) – foram 207 nestas primeiras quatro semanas do ano, de acordo com os mesmos dados. No ano passado, no mesmo período, foram contabilizadas 242 mortes.

Lusa