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Metade dos trabalhadores do país são "frontaliers"
Luxemburgo 03.09.2019 Do nosso arquivo online

Metade dos trabalhadores do país são "frontaliers"

Metade dos trabalhadores do país são "frontaliers"

Lex Kleren
Luxemburgo 03.09.2019 Do nosso arquivo online

Metade dos trabalhadores do país são "frontaliers"

Em abril, o número de transfronteiriços a trabalhar no Luxemburgo ultrapassou, pela primeira, vez os 200 mil.

O mercado de trabalho do Grão-Ducado empregava 437.996 pessoas, no mês de julho. Destas, mais de 200 mil viviam fora do país, nas regiões fronteiras, da França, Alemanha e Bélgica. 

No mês passado 201.714 trabalhadores frontaliers, ou transfronteiriços, estava a trabalhar no Luxemburgo, segundo números calculados pela RTL, com base nos dados do Statec. 

Em abril, ultrapassou-se pela primeira vez o número de 200 mil  frontaliers, de acordo com as estatísticas do Statec divulgadas pelo Paperjam. Nesse mês, 200, 221 pessoas cruzavam diariamente a fronteira para chegar ao seu emprego no Grão-Ducado. 

A grande maioria dos trabalhadores transfronteiriços no país, 104.070 é residente em França, demonstram os números de março do Statec, os mais recentes Seguem-se os residentes na Bélgica, 47. 173 e depois os alemães, 46.863.  

Os  residentes no Luxemburgo constituem 249 mil dos assalariados do país e 22 mil dos trabalhadores independentes.

Em 2000, o universo de número de pessoas que residia nos países vizinhos mas com emprego no Luxemburgo era de apenas 90.999, número que foi sempre crescendo. E segundo as previsões irá continuar a crescer, uma vez que a tendência é a da população empregada no país crescer entre 2% a 3% por cento nos próximos quatro anos.


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