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Mersch. Mulher atira-se do 2.° andar para fugir a violência do companheiro
Luxemburgo 19.02.2020

Mersch. Mulher atira-se do 2.° andar para fugir a violência do companheiro

Mersch. Mulher atira-se do 2.° andar para fugir a violência do companheiro

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 19.02.2020

Mersch. Mulher atira-se do 2.° andar para fugir a violência do companheiro

Susy MARTINS
Susy MARTINS
É mais um caso dramático de violência doméstica no Luxemburgo.

Uma mulher atirou-se do segundo andar de um prédio, em Mersch, para escapar às agressões do companheiro. A vítima sofreu ferimentos graves. Os factos remontam à noite de segunda-feira, embora a polícia grã-ducal não revele a hora da intervenção. Em desespero, a mulher que estava a ser agredida pelo companheiro atirou-se do segundo andar do prédio onde habita. Segundo o relato das autoridades, a vítima tentou procurar ajuda junto de uma vizinha.

A mulher foi transportada para o hospital com ferimentos graves, provocados pelas agressões e pela queda.  

Quando os agentes chegaram ao local, o agressor ainda se encontrava no apartamento. O homem foi detido e presente a um juiz de instrução. Não se sabe quais as medidas de coação decretadas, sendo que a mais grave é a prisão preventiva.


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A comunidade portuguesa possui o maior número de vítimas de violência doméstica no Grão-Ducado, voltam a indicar os novos dados, de 2018, a que o Contacto teve acesso. Acresce a isto, uma percentagem bastante superior nos agressores em relação ao seu peso na população residente. Serão os portugueses mais violentos do que os outros povos? Fomos escutar a opinião dos especialistas.

Os agentes encontraram também estupefacientes no apartamento. “Havia droga e material para consumo escondidos no apartamento e numa mochila do agressor”, refere ainda a polícia em comunicado.

Caso semelhante levou a morte de mulher no ano passado

Em agosto de 2019, uma mulher acabou mesmo por falecer vítima de maus tratos pelo companheiro, em Esch-sur-Alzette. Na altura o Ministério Público ordenou a detenção do indivíduo. 

Em dezembro de 2019, o deputado Françoise Hetto-Gaasch, do CSV, questionou o executivo luxemburguês sobre a eficácia do apoio às vítimas que existe atualmente no país. Françoise pediu mesmo ao governo que legisle sobre a possibilidade de os agressores expulsos de casa usarem pulseira eletrónica. 


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As mulheres são de facto as grandes vítimas desta violência. Mas também há agressoras. No Luxemburgo, em 2018, houve 313 mulheres a agredir companheiros e filhos. Os homens foram 712. Especialistas explicam as razões que levam a esta troca de papéis, a "vergonha" sentida pelos homens vítima e como ajudar ambas as partes.

Em 2018, a polícia luxemburguesa foi obrigada a intervir em 739 casos de violência doméstica, um aumento de 3,3% em relação a 2017.  



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