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Médicos do Mundo: Menos portugueses em 2018 do que em 2017

Médicos do Mundo: Menos portugueses em 2018 do que em 2017

Foto: AFP
Luxemburgo 22.03.2019

Médicos do Mundo: Menos portugueses em 2018 do que em 2017

Susy TEIXEIRA MARTINS
Há cada vez mais cidadãos a viver em situação de precariedade no Luxemburgo.

Mais de 800 pessoas recorreram no ano passado, no Luxemburgo, às 2 358 consultas gratuitas da ONG Médicos do Mundo.

Segundo o relatório anual da organização, 7% desses pacientes eram portugueses - uma percentagem que refletiu uma queda de 1% em comparação com o ano anterior -, e 7,5% eram luxemburgueses. 57% desses utentes eram originários de um país europeu.

Uma curiosidade: os pacientes luxemburgueses ultrapassam pela primeira vez o número de portugueses.

O número global continua a crescer, tendo passado de 784, em 2017, para 815, em 2018. Na perspetiva da organização, o aumento anual do número de pacientes confirma que ainda há muita gente excluída dos cuidados médicos no Luxemburgo, por falta de dinheiro.

93% dos pacientes vivem no limiar da pobreza, sendo que 83% consideram o seu alojamento precário. Só 14% é que têm alojamento próprio, segundo o relatório dos Médicos do Mundo. Além disso, 72% destes precários não têm cobertura médica, o que quer dizer que a Caixa Nacional de Saúde não paga as faturas das respetivas consultas. Perante este cenário, a ONG Médicos do Mundo reivindica o acesso à cobertura médica universal para os cuidados primários, como sublinhou à Rádio Latina o seu vice-presidente, Bernard Thill.

De referir, no entanto, que 20% dos pacientes têm cobertura da Caixa Nacional de Saúde, e mesmo assim são forçados a recorrer aos serviços dos Médicos do Mundo.

123 pacientes tiveram de recorrer aos Médicos do Mundo, em 2018, para ter acesso a cuidados dentários.


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