Escolha as suas informações

Martine Mergen: Deputada joga ao “Bubble” durante apresentação de petição
 A deputada do CSV, que também é médica, passou grande parte do tempo agarrada ao telemóvel

Martine Mergen: Deputada joga ao “Bubble” durante apresentação de petição

Foto: Facebook
A deputada do CSV, que também é médica, passou grande parte do tempo agarrada ao telemóvel
Luxemburgo 10.02.2016

Martine Mergen: Deputada joga ao “Bubble” durante apresentação de petição

A deputada do partido cristão-social Martine Mergen passou grande parte da apresentação da petição de Tânia Silva a jogar ao “Bubble”. A imagem, inesperada, não passou despercebida durante o debate público no Parlamento para quem estava a assistir a partir da galeria.

A imagem, inesperada, não passou despercebida durante o debate público no Parlamento para quem estava a assistir a partir da galeria.

A deputada do partido cristão-social Martine Mergen passou grande parte da apresentação da petição de Tânia Silva a jogar ao “Bubble” (um jogo disponível no telemóvel).

O comportamento da deputada, que é também médica, foi alvo de críticas entre quem assistia à cena a partir da galeria. A fotografia chegou depois à rede social Facebook, onde as críticas se multiplicaram.

Mas Martine Mergen não se limitou a jogar. Quando pediu a palavra, disse que “o Luxemburgo não é uma selva” e que os médicos estão “bem informados” sobre a fase crónica da doença de Lyme. Dirigindo-se depois a Tânia Silva, disse não compreender porque é que a jovem luso-luxemburguesa “passou tanto tempo” a tentar saber como retirar uma carraça.

“Não, na escola nunca me ensinaram a tirar uma carraça”, respondeu Tânia Silva à médica e deputada do CSV.

Além de Martine Mergen, outro dos críticos acérrimos da petição foi o deputado Edy Mertens, do partido liberal DP, curiosamente também médico.

“Qual é o objectivo desta petição?”, questionou Edy Mertens.

“Todos os meus camaradas estão bem informados sobre esta doença. Eu mesmo já tratei doentes com doença de Lyme”, acrescentou o deputado e médico com mais de 30 anos de carreira.

Em resposta, Tânia Silva criticou os médicos por não declararem os casos de doença de Lyme, como a lei exige. “Esses seus doentes estarão [declarados] em algum lado?”, ironizou a portuguesa.

Segundo a Direcção de Saúde, em 2015 não foi registado nenhum caso de doença de Lyme no Luxemburgo. Em 2014, houve apenas quatro casos declarados.


Notícias relacionadas

Doença de Lyme tratada com pinças no Luxemburgo
A doença de Lyme é provocada por uma bactéria transmitida pela picada de uma carraça infectada. Os sintomas mais comuns são o cansaço e as dores corporais. Com o tempo, alguns doentes infectados podem passar para a fase crónica, com sintomas duradouros que podem deixar as pessoas debilitadas física e mentalmente. Saiba mais sobre esta doença.