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Mais de metade dos negros são vítimas de racismo no Luxemburgo
Luxemburgo 13.11.2019

Mais de metade dos negros são vítimas de racismo no Luxemburgo

Mais de metade dos negros são vítimas de racismo no Luxemburgo

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 13.11.2019

Mais de metade dos negros são vítimas de racismo no Luxemburgo

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O Luxemburgo é o segundo país da União Europeia com a mais alta taxa de perceção de racismo contra a comunidade negra.

De acordo com o mais recente estudo "Ser negro na Europa", da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), 52% dos negros inquiridos no Luxemburgo dizem ter sido vítimas de racismo nos últimos cinco anos antes do estudo. Uma percentagem bastante acima dos 30% da média europeia e só abaixo dos 63% registados na Finlândia.

Os números do estudo dão ainda conta de que 47% dos entrevistados foram vítimas de racismo durante o processo de procura de emprego, a taxa mais alta na Europa, e 28% foram discriminados no acesso à habitação, por causa da cor da pele.

Em reação a estes números, a ministra da Família e Integração, Corinne Cahen, diz-se "chocada" com esta realidade, numa sociedade tão "informada e aberta" como o Luxemburgo.

A ministra a reconhecer os desafios que o Governo tem no combate ao racismo. Corinne Cahen esteve presente esta tarde na apresentação do estudo no Luxemburgo, ao lado de vários oradores, numa conferência-debate que foi um dos eventos organizados pela ASTI para celebrar os 40 anos da sua fundação.

Ainda segundo o estudo, que sondou cerca de seis mil pessoas na Europa, 14% dos negros residentes no Luxemburgo vivem em habitações com condições extremamente precárias, muito acima da média da população geral (2%).

Na Europa, os jovens negros são os principais alvos de racismo, seja na escola, no trabalho, no acesso à habitação ou na procura de emprego. Do total dos inquiridos, apenas 14% apresentaram queixa às autoridades.


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