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Mais de 12 mil novos automóveis vão juntar-se às filas de trânsito em 2020
Luxemburgo 3 min. 31.12.2019 Do nosso arquivo online

Mais de 12 mil novos automóveis vão juntar-se às filas de trânsito em 2020

Mais de 12 mil novos automóveis vão juntar-se às filas de trânsito em 2020

Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 3 min. 31.12.2019 Do nosso arquivo online

Mais de 12 mil novos automóveis vão juntar-se às filas de trânsito em 2020

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
A cada dia passam a circular nas estradas do país 33 novas viaturas, o que significa quase 1000 por mês. As horas no trânsito vão aumentar. Conheça as propostas para reduzir trânsito.

Em maio estavam registados no Grão-Ducado 415 mil veículos, um número que coloca o Luxemburgo como líder europeu incontestável quanto ao rácio de automóveis por residente: 739 carros por mil habitantes.

Mas o parque automóvel não para de aumentar: a cada dia, são adquiridos 33 novos veículos no Grão-Ducado que passam a circular nas estradas. 

Esta realidade é revelada no relatório ‘Global Automotive Executive Survey 2019’ consultora KPMG divulgado em maio. Feitas as contas, por semana os residentes adquirem 231 novos veículos, 990 por mês e mais de 12 mil por ano.

Esta consultora estima que em 2026 o parque automóvel do país chegue às 500 mil viaturas. 

Mais de 20 minutos nas horas de ponta

Já atualmente, tal representa uma dor de cabeça para quem se desloca de automóvel todos os dias para o trabalho e tem de passar horas nas filas de trânsito.

Em hora de ponta um trajeto de 30 minutos demora 50 minutos, segundo o TomTom Traffic Index, um instrumento online que mede o congestionamento do tráfego nas principais cidades do mundo. No Luxemburgo, em hora de ponta gasta-se mais 68% do tempo até chegar ao destino, do que em 2017 e em horas normais, mais 33%.

 254 novos trabalhadores por semana

Em outubro, um estudo publicado pela Fundação Idea sobre as dificuldades de mobilidade social no futuro no país estima um número inferior de novos automóveis a circular nas estradas luxemburguesas. 155 novas viaturas por semana ao invés das 231 do Global Survey da KPMG. Contudo, as da sondagem desta consultora referem-se ao número de automóveis adquiridos por dia.

As contas da Fundação Idea foram feitas apenas com as estatísticas e estimativas dos novos trabalhadores que a cada semana chegam ao mercado de trabalho do Grão-Ducado.

A cada semana, há 121 residentes no Luxemburgo que entram no mercado trabalho e, ao mesmo tempo, cerca de 130 transfronteiriços começam aqui um novo emprego.

Ao todo são “254 novos trabalhadores a cada semana, o que dá um total de 155 novas viaturas” a circular nas horas de ponta. Isto porque, em média, cada viatura leva 1,2 ocupantes, segundo as estatísticas.

A estes condutores juntam-se mais “48 novos passageiros de bus – o que equivale à lotação de um autocarro –, 15 novos trabalhadores que optam por ir a pé e cinco ciclistas. Tudo isto a cada semana!”.

No país 73% dos trabalhadores utiliza o seu automóvel para ir trabalhar, segundo os resultados do inquérito Luxmobil de 2017, realizado pelo Statec. Mesmo quando o percurso é de apenas cinco quilómetros.

Medidas para reduzir automóveis

A Fundação Idea alerta que para diminuir o número de automóveis nas estradas é preciso existir uma “mudança real de comportamento” dos habitantes.

E para tal acontecer é necessário criar um conjunto de condições favoráveis. Como a gratuitidade dos transportes, atrativos fiscais, preços de portagens diferentes e o carpool, entre outros para se conseguir descongestionar o trânsito.

E demover os trabalhadores a irem sozinhos no seu veículo para o trabalho.

Propostas Fundação Ideia

“Se por hipótese, o número de trabalhadores aumentasse 20%, num cenário em que os novos assalariados de 2025 se comportassem como os de 2017, a estratégia será a de reduzir 73 mil “autosolistes” (trabalhadores que viajam sozinhos). Assim, “34 mil deverão passar a dividir a viatura, 14 mil decidem ir de transportes públicos, 15 mil optam por fazer o percurso a pé e 10 mil utilizam a bicicleta”, propõe o estudo da Fundação Idea.

Por outro lado, há também que “criar as infraestruturas” necessárias e conseguir uma “boa gestão da rede de transportes públicos”, com horários e informação em tempo real aos utilizadores, entre outras medidas.  

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