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Mais 640 novas infeções registadas nas escolas do País numa semana
Luxemburgo 2 min. 23.12.2020 Do nosso arquivo online

Mais 640 novas infeções registadas nas escolas do País numa semana

Mais 640 novas infeções registadas nas escolas do País numa semana

AFP
Luxemburgo 2 min. 23.12.2020 Do nosso arquivo online

Mais 640 novas infeções registadas nas escolas do País numa semana

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
578 alunos e 62 professores do fundamental e secundário testaram positivo ao vírus na semana de 14 a 20 dezembro afetando o funcionamento de 636 classes.

Na última semana antes das férias escolares o novo coronavírus continuou a causar infeções nos estudantes e docentes do Luxemburgo, das escolas públicas e privadas do País.

Segundo o relatório da situação da doença entre os dias 14 e 20 de dezembro os testes de rastreio registaram 640 novas infeções. Menos do que na semana anterior, em que houve 890 novos casos, mas mesmo assim ainda em número relevante.  

O ministro da Educação, Claude Meisch assumiu na terça-feira que a “situação das escolas está no limite” devido à evolução da doença. Embora os estabelecimentos escolares não sejam o principal foco de contágio, o primeiro é a família, a verdade é que alunos e professores continuam a ser infetados conduzindo a isolamentos e quarentenas que impedem o normal funcionamento do sistema de ensino.


Escolas vão estar fechadas entre 4 e 8 de janeiro
No regresso às aulas, a 4 de janeiro, todos os alunos vão ter aulas em casa, em ensino à distância, com aulas por streaming como tem estado a acontecer com os alunos em quarentena, anunciou o ministro Claude Meisch na conferência de imprensa que decorre.

Razão pela qual o ministro anunciou ontem que as escolas irão estar encerradas depois das férias, na primeira semana de aulas. Os alunos ficarão em casa, com o sistema de ensino à distância, para tentar controlar e diminuir os casos de covid-19 entre alunos e professores.

Na semana passada o novo coronavírus causou quase tantas infeções entre alunos do fundamental (283 casos) como do secundário (293 casos). Nos centros de competência foram registados apenas dois casos entre estudantes e dois casos entre docentes.

Entre os professores registaram-se 41 novas infeções no ensino fundamental e 21 no secundário.

Os 640 novos casos registados afetaram o funcionamento de 636 classes de aula, 281 turmas do fundamental e 355 turmas do secundário.


Todas as estruturas de acolhimento extracurricular encerram a 28 de dezembro
As férias escolares de Natal decorrem até ao dia 4 de janeiro de 2021, mas o regresso às aulas presenciais só vai acontecer na segunda-feira, dia 11 de janeiro de 2021.

Semana sem cadeia de infeções nas escolas

Entre os dias 14 e 20 de dezembro não se registou agora nenhuma situação de cenário 4, ou seja, quando surgem cadeias de transmissão dentro da escola. Na semana de 7 a 13 detetaram-se dois casos deste cenário.

O cenário 1, em que um aluno ou professor de uma turma foi infetado fora do ambiente escolar continua a ser o mais frequente. Na semana passada registaram-se 519 casos neste cenário.

91 novos casos correspondem ao cenário 2, em que existe um máximo de dois casos positivos numa classe cuja fonte de infeção é incerta ou ocorreu fora da escola.

No cenário 3 verificaram-se 30 casos, ou seja, quando são detetados entre três a cinco casos numa classe.

Testes de rastreio no regresso às escolas

 Na conferência de terça-feira o ministro da Educação apelou para que todos cumpram as medidas de restrição em vigor e os gestos barreira de modo a que se consiga diminuir as infeções nas escolas.

No regresso às aulas presenciais, a 11 de janeiro os alunos dos 4 aos 19 anos e professores que serão testados à covid-19, mas só quem aceitar, sendo os convites para os testes enviados com antecedência para casa.


"Os alunos devem usar máscaras FFP2 para melhor proteção", diz ministro
É também indispensável arejar as salas de aula, diz o ministro da educação. Não é agradável com as temperaturas frias mas é importante.

Quando os alunos regressarem às aulas presenciais, a 11 janeiro as salas de aula já estarão equipadas com detetores de CO2, que monotorizam o ambiente, mas Meisch avisou que as janelas das salas de aula têm de continuar a ser abertas, mesmo com o frio do inverno, “para arejar o ambiente e os vírus que possam estar a circular no ar da sala possam sair pela janela”.

O ministro recomendou ainda que alunos e professores usem as máscaras FFP2 que “protegem melhor”.

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