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Lydie Mutsch: Ministério da Saúde avança com ante-projecto de lei sobre doença de Lyme
A doença da carraça é transmitida em grande parte dos casos em florestas e parques públicos

Lydie Mutsch: Ministério da Saúde avança com ante-projecto de lei sobre doença de Lyme

Foto: Yikes, will_cyclist, via Flickr, CC
A doença da carraça é transmitida em grande parte dos casos em florestas e parques públicos
Luxemburgo 2 min. 13.11.2015

Lydie Mutsch: Ministério da Saúde avança com ante-projecto de lei sobre doença de Lyme

A ministra da Saúde, Lydia Mutsch, vai apresentar em Conselho de Ministros um ante-projecto de lei que vai obrigar os médicos e laboratórios a declararem os casos diagnosticados da doença de Lyme.

A ministra da Saúde, Lydia Mutsch, vai apresentar em Conselho de Ministros um ante-projecto de lei que vai obrigar os médicos e laboratórios a declararem os casos diagnosticados da doença de Lyme.

A iniciativa da ministra surge em resposta a uma questão parlamentar da deputada social-cristã (CSV) Sylvie Andrich-Duval sobre a situação do Luxemburgo em relação a esta patologia.

Apesar de o regulamento grão-ducal de 10 de Setembro de 2004, sobre as doenças infecciosas ou transmissíveis, obrigar os médicos a declararem os novos casos de pessoas infectadas, a ministra reconheceu que os casos diagnosticados nem sempre chegam às autoridades sanitárias.

Nesse sentido, Lydie Mutsch disse que vai apresentar em breve, em Conselho de Ministros, um ante-projecto de lei sobre esta matéria, que deverá também facilitar a obtenção de números mais fiáveis da doença de Lyme (nenhum caso em 2015 e 4 em 2014, segundo a direcção de Saúde) e esclarecer se as comparticipações vão ser alargadas aos tratamentos na fase crónica da doença.

A CNS confirmou recentemente ao CONTACTO que reembolsa os "antibióticos ou outros medicamentos que os médicos prescrevem sem ter em conta o tipo de doença", mas os doentes pedem que as comparticipações sejam alargadas aos "caros tratamentos" na fase crónica.

O vermelhão à volta da mordida da carraça é um sinal da doença
O vermelhão à volta da mordida da carraça é um sinal da doença
Foto: A.Golden, via Flickr , CC

Petição por mais comparticipações: Portuguesa em fase crónica apela a assinaturas

A petição apresentada no Parlamento luxemburguês pela portuguesa Tânia Silva para reclamar que os tratamentos da doença de Lyme tenham mais comparticipações do Estado é o mais recente exemplo de doentes que pedem mais apoios.

A iniciativa recolheu até esta sexta-feira 2.321 assinaturas on-line e mais de 300 no papel. Mas para poder ser discutida em comissão terá de conseguir 4.500 até Dezembro.

"Temos de chegar às 4.500 assinaturas antes de 3 de Dezembro para ser levada a sério e para poder ser objecto de uma discussão em comissão", apela Tânia Silva, que está na fase crónica da doença.

Este sábado, Tânia e a sua equipa de voluntários vão estar na rua a mobilizar as pessoas para as assinaturas que faltam.

Tânia da Silva lançou a petição no site da Câmara dos Deputados
Tânia da Silva lançou a petição no site da Câmara dos Deputados
Foto: Chris Karaba

Os voluntários vão estar em dois locais entre as 14h e as 17h: na cidade do Luxemburgo, junto aos correios de Hamilius e na Place d'Armes, e em Esch-sur-Alzette, na rue de l'Alzette.

A acção de rua vai repetir-se ainda nos dias 21 e 28 de Novembro nos mesmos locais e à mesma hora, mas Tânia procura mais voluntários.

"Procuramos ainda voluntários para a zona de Differdange", apela Tânia.

Caso esteja interessado em colaborar pode contactar a jovem portuguesa via Facebook.

No Luxemburgo, de acordo com dados de 2013 do Centro de Investigação Pública da Saúde (CRPS, na sigla em francês) e do Laboratório Nacional de Saúde, 16% das carraças estão infectadas com o agente da doença de Lyme. Trinta e oito por cento dos trabalhadores florestais e 8% da população já esteve em contacto com a bactéria.


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31.7. Contacto / ITV Sofia Araujo , association luxembourgeoise Borreliose de Lyme foto: Guy Jallay