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Luxemburgueses estão a deitar lixo nos bosques de Audun-le-Tiche
Luxemburgo 2 min. 13.09.2019

Luxemburgueses estão a deitar lixo nos bosques de Audun-le-Tiche

Luxemburgueses estão a deitar lixo nos bosques de Audun-le-Tiche

‘Collectif citoyen: J’aime Ma forêt’
Luxemburgo 2 min. 13.09.2019

Luxemburgueses estão a deitar lixo nos bosques de Audun-le-Tiche

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Franceses estão cansados de limpar lixeiras com produtos tóxicos e avançam com medidas.

Há vários meses que os bosques da comuna francesa de Audun-le-Tiche servem de depósito de lixo para empresas e cidadãos luxemburgueses.

Agora os habitantes franceses dizem basta e estão já a monotorizar as florestas e intensificar os alertas junto dos habitantes e empresas luxemburguesas, pois estão decididos a acabar com as lixeiras.

‘Collectif citoyen: J’aime Ma forêt’

"Quem poluir é identificado"

“A partir de agora os nossos bosques estão monitorizados e quem os tentar poluir é identificado e será encontrado”, anunciou ao Contacto Gautier Berera, fundador do ‘Collectif citoyen: J’aime Ma forêt’ que tem reunido pessoas que passam os fins de semana a limpar os bosques.

Mais. Se o lixo continuar a aparecer, “estamos em contacto com os serviços competentes da câmara e da polícia para apresentar uma queixa”, avisou este responsável contando que a polícia da comuna francesa tem já as "moradas das empresas" que surgiram nos lixos encontrados e recolhidos pelo coletivo. E os agentes já estão a tratar do caso.

 “Trata-se em geral de materiais de construção como cascalho, telhas, "em sacos com endereços do Luxemburgo", materiais de amianto ou géneros alimentícios de barras e cafés”, explicou.

Lixo tóxico e animais mortos

Porém, ali são colocados também “materiais contaminantes para as florestas e produtos tóxicos” como “óleo de motor (também com "marca do Luxemburgo"), produtos domésticos, gasolina, tinta, papelão, aço, vidro, pneus, peças de automóvel e até animais mortos”, enumerou.

‘Collectif citoyen: J’aime Ma forêt’

Uma situação insustentável e “muito desgastante”, para Audun-le-Tiche,  por isso este coletivo não podia “ficar de braços cruzados a assistir”. 

“Decidimos unir-nos para tornar as nossas florestas mais limpas, proteger o ecossistema e encontrar soluções sustentáveis para evitar que estas lixeiras a céu aberto reapareçam”.

 Chamar empresas poluidoras

Antes de seguir para a via legal, este coletivo prefere sensibilizar as entidades e a população luxemburguesa. “Preferimos chamar as empresas envolvidas para que elas nos possam ajudar a limpar”, declarou Bebera.

E contou que um dos “supostos poluidores” cujo lixo com uma marca sua foi encontrado na primeira limpeza, “e contactado por nós” foi ajudar à segunda limpeza do bosque com o ‘Collectif citoyen: J’aime Ma forêt’.

“Além disso, quando chamamos estas empresas ou indivíduos, cujos endereços estão no lixo, aconselhamo-los a educar os seus colegas e colaboradores sobre este problema, a fim de sensibilizar o maior número possível de pessoas”, acrescentou o fundador deste coletivo.

‘Collectif citoyen: J’aime Ma forêt’

Pagar menos aos centros de recolha

No final, Gautier Bebera deixou uma mensagem “às pessoas que depositam resíduos do Luxemburgo nas nossas florestas”. Mais do que uma mensagem “é um grito de alerta”, disse. 

“As florestas não são caixotes de lixo. É impensável sujar o bem comum com produtos tóxicos e outros materiais contaminantes. É necessário dizer ‘parem e encontrem soluções para as empresas luxemburguesas, para que paguem menos pelos seus centros de recolha de resíduos e para que estes desvios poluentes deixem de se repetir’”.