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Luxemburgo vai ter um agosto muito quente
Luxemburgo 3 min. 25.05.2019

Luxemburgo vai ter um agosto muito quente

Luxemburgo vai ter um agosto muito quente

Foto: AFP
Luxemburgo 3 min. 25.05.2019

Luxemburgo vai ter um agosto muito quente

No Luxemburgo, as temperaturas serão mais altas, mas em junho e julho vai chover mais do que costuma. Em Portugal, os dias de maior calor são em agosto. Já pode preparar as suas férias. O Contacto dá-lhe as previsões meteorológicas para os dois países.

 A notícia de que este verão vai ser quente, muito quente, na Europa alegrou alguns, mas preocupou muitos mais. Afinal, como irão ser os meses de junho, julho e agosto a nível das condições climatéricas em Portugal e no Luxemburgo, o que está por detrás desta vaga excecional de calor?

A equipa do site meteorológico português BestWeather elaborou as previsões para os dois países, especialmente para o Contacto e explica-nos tudo.

No geral, o verão do Luxemburgo irá ser mais quente do que o habitual e em Portugal será no mês de agosto que os termómetros vão registar as maiores temperaturas.

Nos meses de junho e julho, em ambos os países, convém manter o guarda-chuva por perto, pois vai precisar dele. Em Portugal, são até esperadas “trovoadas”, perspetivou Francisco Rodrigues, geógrafo físico, cientista do ambiente e previsor de tempo no BestWeather.

Em Portugal, nestes dois meses, as previsões apontam para “alternâncias de estados de tempo”: “Períodos mais quentes e secos e períodos mais instáveis e onde pode haver as tais trovoadas”.

Já no Luxemburgo, junho e julho serão mais quentes do que o habitual, mas “também mais chuvosos”. Nestes meses, o clima será igualmente de alternância entre dias quentes e secos e dias de chuva, com a “probabilidade de ocorrência de chuva a ser mais significativa do que em Portugal”.

Querido mês de agosto

Nos dois países, as previsões apontam para um agosto quente, muito quente, mas no Luxemburgo “as temperaturas esperadas são mais elevadas do que é normal para a época”, vinca Francisco Rodrigues.

Embora o site norte-americano Accuweather tenha anunciado esperar-se “máximos históricos” para Portugal, e dias seguidos de 43 graus, e no Luxemburgo, os termómetros chegarem aos 38 graus, o previsor do tempo Francisco Rodrigues diz ser difícil fazer tais previsões tão concretas assim a esta distância.

Porque há sempre uma série de variáveis em jogo, aponta. Este especialista recorda que o recorde das temperaturas mais elevadas em Portugal aconteceu no dia 1 de agosto de 2003, na Amareleja, onde os termómetros subiram aos 47,4 graus celsius.

“No ano passado chegámos a um máximo de 46 graus celsius e nesse dia até existiam as condições atmosféricas adequadas para ultrapassar o recorde da Amareleja, mas tal não aconteceu, por causa de umas poeiras no ar. Em meteorologia há sempre que ponderar uma série de variáveis e basta uma não estar como devia, para tudo mudar”, explicou Francisco Rodrigues.

Uma coisa é certa. Vai haver dias mais quentes do que é habitual em agosto, em Portugal, mas sobretudo, no Luxemburgo.

Esta vaga de calor esperada é provocada por anticiclones diferentes, nos dois países. No Luxemburgo, será um “anticiclone sobre a Europa central e ilhas britânicas” o responsável pelos dias de altas temperaturas, enquanto em Portugal é “centro de altas pressões situado sobre os Açores que se vai aproximar mais do país” e vai causar os dias quentes, refere este previsor do tempo do site BestWeather que tem mais de 75 mil seguidores no Facebook.

Preocupações quanto aos riscos de incêndios

Os dias de canícula são mais propensos a incêndios florestais, mas também aqui Francisco Rodrigues alerta que para que um fogo deflagre, por causas naturais, é preciso estarem sintonizadas uma série de variáveis climáticas.

Dois dos fatores fundamentais são a temperatura e a quantidade de chuva que caiu anteriormente ao dia de calor. “Se choveu bem, as ervas e o mato cresceram nas florestas, e quanto mais erva houver, maior o risco de incêndio nos dias secos e com altas temperaturas”, descreveu. A humidade e o vento são outros fatores muito importantes: “quanto mais humidade houver no ar, menos o risco de fogo e quanto mais vento maior o risco de incêndio”, por causas naturais.

Para os dias mais quentes, convém seguir os conselhos dos especialistas: Beber muita água, vestir roupa leve e climatizar a habitação. Não esquecer que devem existir cuidados redobrados para com as crianças e idosos pois são mais vulneráveis às altas temperaturas.

Paula Santos Ferreira

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