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Luxemburgo vai ter o primeiro supercomputador europeu
Luxemburgo 2 min. 17.06.2019 Do nosso arquivo online

Luxemburgo vai ter o primeiro supercomputador europeu

Luxemburgo vai ter o primeiro supercomputador europeu

Foto: Arquivos Wort
Luxemburgo 2 min. 17.06.2019 Do nosso arquivo online

Luxemburgo vai ter o primeiro supercomputador europeu

A máquina, capaz de milhares de biliões de operações por segundo, faz parte da rede europeia de supercomputação, e deverá estar operacional no final do próximo ano, anunciou na sexta-feira o ministro luxemburguês da Economia.

Lançada em 2017, a iniciativa Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho (EuroHPC, na sigla em inglês) vai custar cerca de mil milhões de euros, e deverá permitir à União Europeia dotar-se de supercomputadores de nível  mundial, num projeto em que participam 16 países, incluindo Luxemburgo e Portugal. Capazes de processar uma enorme quantidade de dados por segundo, as máquinas vão permitir o desenvolvimento da investigação em áreas como a medicina, a defesa ou a inteligência artificial. Atualmente, os supercomputadores mais rápidos do mundo estão na China, Estados Unidos e Japão, e a União Europeia quer recuperar o atraso.

"Hoje em dia, a Europa está um pouco atrasada em relação às outras regiões do mundo em termos de infraestruturas de supercomputação", reconheceu durante uma conferência de imprensa Khalil Rouhana, diretor geral adjunto da Direção Geral de Redes de Comunicação, Conteúdos e Tecnologias da Comissão Europeia. "Temos praticamente 50% da potência de computação que os Estados Unidos têm à sua disposição, e isso começa a afetar a nossa competitividade", frisou o responsável.

A Comissão Europeia financia o supercomputador luxemburguês com dez milhões de euros, cerca de um terço do custo total (30,4 millhões de euros), segundo a AFP. O supercomputador será instalado em Bissen, a norte da cidade do Luxemburgo, e deverá ter uma potência de 10 petaflops por segundo, o que corresponde a dez mil biliões por segundo. "Isso dotará o Luxemburgo do 22° maior supercomputador do mundo", explicou Étienne Schneider, ministro luxemburguês da Economia.

Para além do Luxemburgo, a Comissão Europeia selecionou ainda mais sete locais para acolher as novas máquinas: Sófia (Bulgária), Ostrava (República Checa), Kajaani (Finlândia), Bolonha (Itália), Maribor (Eslovénia), Universidade do Minho (Portugal) e Barcelona (Espanha). Metade do orçamento, que ronda os mil milhões de euros, sai do orçamento europeu, sendo o restante pago pelos Estados-membros.

O supercomputador luxemburguês deverá ser dedicado à investigação e à pesquisa de novas terapias de medicina personalizada, de acordo com a AFP. 

Imagem do projeto do supercomputador, em Bissen.
Imagem do projeto do supercomputador, em Bissen.

A utilização da supercomputação já tem impacto na vida quotidiana, aponta a Comissão Europeia. Disso é exemplo o desenvolvimento de novas terapias médicas, através de simulações que recorrem à supercomputação para estudar a natureza das doenças cardíacas, do cancro, da doença de Alzheimer e de doenças genéticas raras.

A supercomputação também é utilizada na área da cibersegurança e da defesa, desenvolvendo tecnologias de encriptação e inteligência artificial para dar resposta a ciberataques. Os supercomputadores são igualmente utilizados para o estudo das alterações climáticas e para previsões meteorológicas.

As máquinas também são uma mais-valia no setor privado, reduzindo os custos e aumentando a eficiência dos recursos. "Por exemplo, os ciclos de produção automóvel podem ser reduzidos de 60 para 24 meses, melhorando simultaneamente a segurança e o conforto dos passageiros", aponta a Comissão Europeia.

Correção: a versão original deste artigo dizia erradamente que Sébastien Varrette, da Universidade do Luxemburgo, é o coordenador do programa dos supercomputadores no Grão-Ducado. O investigador está apenas ligado à pesquisa nesta área.

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