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Luxemburgo vai receber 420 mil vacinas contra a covid-19
Luxemburgo 2 min. 29.09.2020

Luxemburgo vai receber 420 mil vacinas contra a covid-19

Luxemburgo vai receber 420 mil vacinas contra a covid-19

AFP
Luxemburgo 2 min. 29.09.2020

Luxemburgo vai receber 420 mil vacinas contra a covid-19

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Estas são as doses a que, numa primeira fase, o país tem direito no contrato de compra da Comissão Europeia oficializado com uma farmacêutica que está a finalizar os ensaios clínicos.

No total serão cerca de 400 milhões de doses da futura vacina contra a doença do novo coronavírus que os 27 estados membros da União Europeia vão receber dos laboratórios AstraZeneca. O contrato antecipado da compra foi formalizado, no início de setembro, pela Comissão Europeia cabendo a cada estado membro “uma percentagem de doses proporcional à sua população”.

Feitas as contas o Luxemburgo tem direito a receber 0,14% do total das doses da vacina adquirida pelos países da União Europeia, como revelou a ministra da Saúde, Paulette Lenert numa resposta parlamentar ao Partido Pirata. Ou seja, 420 mil vacinas, como escreve o Wort.

Esta é a quota mínima que o Grão-Ducado poderá obter na primeira entrega de 300 milhões de doses à Comissão Europeia, para distribuir pelos estados membros. Contudo, o contrato celebrado acautela ainda a entrega adicional de mais 100 milhões de vacinas, anunciou em comunicado a Comissão Europeia.


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Todos os países europeus já anunciaram decisão de comprar vacina da AstraZeneca, que estará disponível de acordo com percentagem da população.

Na resposta parlamentar ao deputado Sven Clement a ministra Paulette Lenert garantiu que o Luxemburgo também terá a sua parte nesta entrega adicional se assim o solicitar. 

O comunicado da Comissão Europeia explicita que a distribuição das doses da vacina será baseada no princípio da equidade, ou seja, “numa base proporcional à população de cada estado membro”.

Uma das mais promissoras

 A vacina que está a ser desenvolvida pela farmacêutica anglo-sueca Astrazeneca em colaboração com a universidade de Oxford é uma das mais promissoras do mercado e já está numa fase avançada dos ensaios clínicos, em larga escala.

Tudo estava encaminhado para que em novembro a vacina anti-covid estivesse finalizada só que no início do mês os ensaios clínicos foram interrompidos por dias, devido a uma reação adversa a esta imunização surgida num voluntário. O laboratório anglo-sueco precisou então de tempo para validar estes efeitos dos primeiros testes e retomar o processo.


Duas voluntárias apresentaram reações neurológicas a vacina da AstraZeneca
A farmacêutica está a desenvolver uma das vacinas contra a covid-19 e está a ser alvo de pressão pública, sendo acusada de revelar poucos detalhes sobres os casos.

Como já escreveu o Contacto, a União Europeia previa receber a primeira tranche de 30 milhões de vacinas anti-covid, até ao final do ano, seguindo-se depois novas entregas até ao total de 300 milhões.

Indemnizações previstas

Por se tratar de uma primeira vacina contra o novo coronavírus Sven Clement questionou ainda Paulette Lenert sobre o que aconteceria se houver residentes no Luxemburgo com reações adversas a esta imunização. Se tal suceder essa pessoa ou pessoas serão indemnizadas. “A indemnização pelos danos que possam ocorrer na sequência da vacinação está prevista na lei de 4 de julho de 2000 (relativa à responsabilidade do Estado)”, escreve a ministra da Saúde na sua resposta.


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Os europeus vão receber 300 milhões de doses, os EUA 100 milhões e a Grã-Bretanha irá ser contemplada com 60 milhões de doses, diz o presidente da Sanofi.

 Além desta vacina da AstraZeneca, que é uma das que está mais avançada, a Comissão Europeia está também em negociações com outras farmacêuticas que estão a desenvolver igualmente este método de imunização contra a covid-19. "As discussões também acontecem em paralelo com outras empresas", assumiu Paulette Lenert na sua resposta parlamentar.


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