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Luxemburgo vai doar cinco milhões de euros a hospital na RD Congo
Luxemburgo 11.07.2019

Luxemburgo vai doar cinco milhões de euros a hospital na RD Congo

O médico Denis Mukwege é o fundador e diretor clínico do hospital de Panzi, em Bukavu.

Luxemburgo vai doar cinco milhões de euros a hospital na RD Congo

O médico Denis Mukwege é o fundador e diretor clínico do hospital de Panzi, em Bukavu.
Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 11.07.2019

Luxemburgo vai doar cinco milhões de euros a hospital na RD Congo

Manuela PEREIRA
Manuela PEREIRA
O Grão-Ducado é o primeiro doador internacional para o projeto de desenvolvimento do hospital do Prémio Nobel da Paz em 2018.

O Luxemburgo vai doar cinco milhões de euros (ME) ao hospital de Panzi, na República Democrática do Congo (DR Congo), fundado pelo médico Denis Mukwege.

A doação foi confirmada, esta quinta-feira, em comunicado, pela ministra da Cooperação e Ação Humanitária, Paulette Lenert.

O hospital de Panzi trata mulheres que sofrem mutilações genitais e são vítimas de violação.


À esquerda. a prémio Nobel da Paz 2018, Nadia Murad, e a Grã-Duquesa, Maria Teresa, no fórum "Stand, Speak, Rise UP".
Luxemburgo. Grã-Duquesa e dois Nobel da Paz debatem violência sexual em conflitos armados
Fórum internacional realiza-se a 26 e 27 de março no Centro Europeu de Convenções, em Kirchberg.

O ginecologista congolês, Denis Mukwege, Prémio Nobel da Paz em 2018, foi um dos impulsionadores do fórum internacional “Stand, Speak, Rise UP”, para acabar com a violência sexual contra as mulheres em conflitos armados, que a Grã-Duquesa Maria Teresa organizou em março, na Philharmonie, em Kirchberg.

O médico que é também diretor clínico do hospital de Panzi já reagiu à doação do Governo luxemburguês, afirmando “que o apoio vai fazer a diferença para as mulheres que precisam”.

O hospital de Panzi trata não só das feridas do corpo mas também do espírito das mulheres que são alvo de violência sexual em conflitos armados. As doações vão servir essencialmente para acompanhar essas mulheres fora das quatro paredes do hospital, ajudando-as ao nível socioeconómico e jurídico, caso pretendam levar os violadores à barra dos tribunais.


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