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Luxemburgo. Uma 'cidade fantasma' vista do céu

Luxemburgo. Uma 'cidade fantasma' vista do céu

Luxemburgo. Uma 'cidade fantasma' vista do céu

Luxemburgo. Uma 'cidade fantasma' vista do céu


05.04.2020

Foto: Pierre Matgé

Nas últimas três semanas, a atividade no país e na capital foi reduzida ao mínimo para combater a pandemia da covid-19. Um fenómeno ainda mais marcante com imagens registadas por um drone.

Por Steve Remesch (edição francesa do Luxemburger Wort) e Pierre Matgé (fotos). Traduzido e editado por Catarina Osório (Contacto ).

Estas fotos poderiam ter sido tiradas numa manhã de domingo bem cedo. Sem trânsito, sem ruído das obras, sem multidões. Uma verdadeira descrição de um cartão postal. Só que não. As imagens foram capturadas a meio de uma semana, que seria uma semana normal de trabalho, durante o estado de emergência em que o Luxemburgo se encontra desde 17 de março

Longe de ilustrar um quadro romântico e efémero, estas imagens retratam uma cidade que se barricou com medo de um inimigo invisível. A aparente acalmia encobre uma realidade febril e de incerteza.  



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Apesar das imagens que mostram pessoas a usar máscaras respiratórias diariamente, as que capturam as longas filas em frente aos supermercados ou as das tendas militares montadas na Luxexpo ou no Rockhal, são estas as fotos que ficarão gravadas na memória para imortalizar a pandemia da covid-19 no Luxemburgo em 2020.

O novo coronavírus tornou-se uma realidade a 29 de fevereiro com o primeiro caso de infeção oficialmente registado no Luxemburgo. Tem estado na mente de todos desde meados de março, quando entraram em vigor medidas mais rigorosas mpostas pelo governo. 


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Desde 15 de março, o país tem estado em marcha lenta. Apenas as atividades essenciais continuam abertas. As empresas passaram a operar em teletrabalho. E às pessoas, é-lhes pedido que  permaneçam em casa, no isolamento social possível.

O objetivo é claro: retardar a propagação do vírus de forma a que o sistema de saúde do país não fique sobrecarregado de infetados. E onde os profissionais de saúde não tenham de se confrontar com o dilema: quem salvar e quem deixar morrer.

O estado de emergência foi decretado em quase toda a Europa. A resposta a uma guerra travada contra um inimigo invisível. Uma guerra em que a renúncia à liberdade individual se torna uma arma decisiva. 

Os que ficam em casa estão a salvar vidas. Os que não respeitam as regras poderão estar a colocar a sua saúde e a dos outros em risco.


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A única resposta que ainda está por encontrar é a do tempo. Por quanto tempo mais esta situação vai continuar? Só o tempo e o próprio vírus assim o dirão.


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