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Luxemburgo. Um país de imigrantes
Luxemburgo 2 min. 21.05.2020

Luxemburgo. Um país de imigrantes

Luxemburgo. Um país de imigrantes

Photo: Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 21.05.2020

Luxemburgo. Um país de imigrantes

Nos últimos 10 anos, 80% do crescimento da população que vive dentro das fronteiras luxemburguesas deve-se ao número de pessoas que deixa o país de origem para trás.

Depois de França, Portugal e Itália continuam a liderar a lista de países com mais expressão no Grão-Ducado. De há várias décadas para cá, o número de imigrantes que se mudam para o Luxemburgo supera em muito, a média europeia. A título de comparação, em 2018, 16,3 mil pessoas fixaram-se no país, contra 2,6 mil, em média, na Europa. 

A conclusão é do Statec. Publicado esta quinta-feira, o estudo mostra que nos últimos 10 anos, 80% do crescimento da população que vive dentro das fronteiras luxemburguesas se deve ao número de pessoas que deixa o país de origem para trás. 

Neste sentido, o Instituto de Estatística do Luxemburgo relaciona os momentos de grande desenvolvimento económico com a variação do saldo migratório. Na última década, as épocas de crescimento coincidem com a chegada de um número razoável de imigrantes. Depois do trabalho e dos salários maioritariamente altos, a proximidade do Luxemburgo com os restantes países que preenchem o centro da Europa. 

A idade média dos imigrantes é de 30,2 anos. 72,2% dos imigrantes têm entre 18 e 50 anos de idade. A percentagem de pessoas com 65 anos ou mais é baixa. Não vai além dos 2,4%. Pouco ou nada homogénea, a distribuição geográfica dos migrantes concentra-se sobretudo na capital. 

Assim, só na cidade do Luxemburgo estima-se que o número de imigrantes esteja muito próximo dos 9.500. Segue-se Esch-sur-Alzette (1 396) e Differdange (806)), enquanto os municípios com muito poucos habitantes têm o menor número (Grosbous (12), Saeul (13) e Wahl (14).

Novos imigrantes 

Habituado a receber imigrantes maioritariamente europeus, o Luxemburgo começa, no entanto, a assistir a uma espécie de diversificação das nacionalidades que aterram em Findel ou atravessam uma das muitas fronteiras que o país tem a Alemanha, Bélgica ou França. 

A tendência que começou a sentir-se na década de 90, acentuou-se nos anos 2000. A título explicativo, o Statec mostra que a percentagem de nacionalidades que não são portuguesas, italianas, alemãs, francesas ou belgas disparou de 26,5% em 1990 para 70,5% em 2019.

No ano passado, a Índia liderou a lista de países não europeus que mais cidadãos viu a embarcar para o Grão-Ducado. Eritreus e brasileiros também estão no top 10. Em média, representam, respetivamente, 4,8%, 3,4% e 2,8% da taxa líquida de imigração.  

Há cada vez mais luxemburgueses a abandonar o país

Nas contas do Statec, grande parte dos luxemburgueses que abandona o Grão-Ducado tende a não regressar. Grande parte não se afasta muito. No ano passado, cerca de 84% instalaram-se nos países vizinhos. 

Não cortam necessariamente os laços com o Luxemburgo, avisa o estudo. “Uma grande parte deles continua a trabalhar no país, mas decidiu estabelecer a sua residência no estrangeiro, nomeadamente por razões ligadas aos custos de alojamento”. 

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