Luxemburgo: um dos países onde se nasce mais do que se morre
Luxemburgo: um dos países onde se nasce mais do que se morre
O elevado número de nascimentos de bebés portugueses contribuiu e muito para que o Grão-Ducado seja o terceiro país da Europa onde se nasce mais do que se morre.
De acordo com os dados do Eurostat divulgados ontem, em 2018, o saldo natural entre o número de nados-vivos e de óbitos era no Luxemburgo de mais 3,2 nascimentos por mil habitantes, seguindo-se apenas à Irlanda (+6,1 ‰), e ao Chipre (+4.1‰).
Esta evolução positiva de nascimentos deve-se, em grande parte, aos bebés nascidos na comunidade portuguesa. “Os luxemburgueses são responsáveis por pouco mais de 50% dos nascimentos. Os portugueses contribuem com 12,5% dos nascimentos o que, realmente, é muito para uma só comunidade estrangeira”, segundo informações disponibilizados ao Contacto pelo Statec.
Em 2018, houve um total de 6274 nascimentos no Luxemburgo, dos quais 3195 foram de bebés luxemburgueses e 786 de portugueses. De outras nacionalidades nasceram 2286. Entre os luxemburgueses faleceram 3298, e na comunidade lusa 257. O total de mortes no país foi de 4318.
Enquanto o “saldo natural entre nascimentos e mortes português é bem positivo (529) o luxemburguês é negativo (-103)”, segundo dados do Statec.
Para este organismo, o fraco número de óbitos entre a comunidade portuguesa é de fácil compreensão dado que esta é uma população mais jovem do que a luxemburguesa, nesta ocorreram 76,4% dos óbitos, no ano passado.
Os nascimentos continuam a aumentar no Luxemburgo e esta evolução positiva deve-se exclusivamente aos nascimentos estrangeiros que aumentaram 6,3 por cento em relação a 2017, enquanto o número de bebés luxemburgueses nascidos diminuiu (-2,5%), declarou o Statec em comunicado, aquando da apresentação dos dados demográficos relativos a 2018.
O segundo da Europa com maior crescimento populacional
Nas estatísticas demográficas ontem divulgadas pelo Eurostat, o Grão-Ducado ficou em segundo lugar no ranking europeu do crescimento populacional, em 2018. No ano passado, o país teve mais 19,6 pessoas por mil habitantes superado apenas por Malta (+36, 8 ‰).
Também aqui, o crescimento da população do Grão-Ducado se deveu a "um saldo migratório muito positivo de 10.659 pessoas, em 2018, de 24,644 chegadas contra apenas 13,985 partidas", já tinha indicado antes o Statec. Embora a comunidade portuguesa continue a ser a mais numerosa, representando 16% da população total, no ano passado, com 96 544 portugueses a residir no país, o maior número de novos residentes tem pertencido aos franceses, desde 2014. Em 2018 tiveram um saldo migratório positivo de 1. 806 pessoas. Em segundo lugar vêm os italianos, com 1.100 chegadas ao país, e em terceiro, os portugueses com 1.009 novos residentes.
