Luxemburgo testa nova análise ao coronavírus que 'substitui' a vacina
Luxemburgo testa nova análise ao coronavírus que 'substitui' a vacina
A partir desta semana, o Luxemburgo começa a realizar um novo teste médico que poderá 'salvar' a população e o país desta crise sanitária.
Até se conseguir obter uma vacina eficaz, o que ainda levará alguns meses, estes novos testes ao sangue são tidos como a grande aposta para combater o novo coronavírus, como explicou ao Contacto Jöel Mossong, chefe do departamento de epidemiologia do Laboratório Nacional de Saúde do Luxemburgo (LNS).
"Trata-se de testes sorológicos que revelam se a pessoa que já esteve infetada ou em contacto com o novo coronavírus desenvolveu anticorpos contra a doença Covid-19", conta este especialista (ver entrevista na próxima edição do Jornal Contacto).
Se já tiver imunidade pode voltar à sua vida normal pois não representa um risco: não vai ser contaminada, nem vai contagiar outras pessoas.
"No entanto, estes testes são muito novos, e primeiro temos de os testar para perceber se funcionam e são fiáveis", vinca o epidemiologista do LNS sublinhando que o objetivo é serem realizadas no final do confinamento estabelecido pelo governo.
Os testes de diagnóstico já existentes e que estão a ser realizados à população devem ser acompanhados pelo desenvolvimento destes testes serológicos para se estimar a proporção de pessoas que desenvolveram uma imunidade após o contacto com o novo coronavírus, adiantou o responsável pelo departamento de epidemiologia do LNS.
Aplicados numa amostra da população
E é isso mesmo que as autoridades luxemburguesas vão colocar em prática para a semana. Vão começar a testar estas novas análises ao sangue numa amostra da população, anunciou a ministra da Saúde, Paulette Lenert no sábado. Para conseguirem obter a 'fórmula' certa desta análise ao sangue e que ela fique pronta a ser usada eficazmente na próxima fase da epidemia, a seguir ao isolamento da população.
No entanto, ainda poderá demorar até a medida do confinamento ser levantada no Luxemburgo, como têm frisado os membros do governo. Até sábado, dia 29, foram detetadas 1.650 infeções com coronavírus, dos quais 1.435 residentes e 170 transfronteiriços.
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