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Luxemburgo tem a mais baixa percentagem de trabalhadores no setor alimentar
Luxemburgo 2 min. 24.05.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo tem a mais baixa percentagem de trabalhadores no setor alimentar

Luxemburgo tem a mais baixa percentagem de trabalhadores no setor alimentar

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 24.05.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo tem a mais baixa percentagem de trabalhadores no setor alimentar

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Apenas 3% dos trabalhadores do Luxemburgo trabalham nesta área.

O Luxemburgo é o país com a menor percentagem da população dedicada ao setor alimentar, cerca de 3%. Na União Europeia só a Suécia apresenta uma percentagem tão baixa, revela um estudo publicado pelo organismo de estatísticas da União Europeia (UE), EUROSTAT.

Entre os Estados-Membros da UE, a Roménia tem a percentagem mais elevada de trabalhadores do sector alimentar (23%), seguida da Grécia (18%) e da Polónia (14%).

A Alemanha é o único Estado-Membro da UE onde as mulheres são predominantes no abastecimento alimentar (52% das mulheres e 48% dos homens), enquanto a Irlanda registou a percentagem mais elevada de homens (78%), seguida de Malta (72%) e do Luxemburgo (69%). Além disso, apenas cinco Estados-Membros da UE (Chipre, Dinamarca, Malta, Países Baixos e Suécia) tinham os seus trabalhadores com idades compreendidas entre os 15 e os 34 anos a dominar o sector do abastecimento alimentar. De facto, numa maioria (16 dos 27) dos Estados-Membros da UE, as maiores percentagens de trabalhadores do sector da alimentação situavam-se no grupo etário 35-49 anos, tendo as percentagens mais elevadas sido registadas na Bulgária, na República Checa, em Espanha e na Hungria (todos 43%), enquanto em seis Estados-Membros da UE (Alemanha, Finlândia, Lituânia, Letónia, Portugal e Eslovénia), as pessoas com 50 anos ou mais representavam a maior percentagem de trabalhadores do sector da alimentação. 

 Setor alimentar emprega 15, 9 milhões de pessoas

Em 2019, 15,9 milhões de pessoas com mais de 15 anos estavam empregadas no sector do abastecimento alimentar na União Europeia (UE), representando 8% do emprego total. “O seu papel é crucial para assegurar as necessidades essenciais dos agregados familiares, mantendo as prateleiras dos supermercados e os nossos pratos cheios, durante este período de crise da covid-19”, pode ler-se na nota divulgada pelo EUROSTAT. 

Quase metade das pessoas empregadas no sector do abastecimento alimentar trabalhava na produção vegetal e animal, na caça e em actividades de serviços conexos (46%). O emprego no fabrico de produtos alimentares representou 26% do emprego neste sector, seguido do emprego em: venda a retalho de produtos alimentares, bebidas e tabaco em lojas especializadas (15%), venda por grosso de produtos alimentares, bebidas e tabaco (8%), fabrico de bebidas (3%), venda por grosso de matérias-primas agrícolas e animais vivos (2%) e pesca e aquicultura (1%). 

A maioria dos trabalhadores do sector alimentar eram homens (59%), embora a distribuição por género varie com as actividades: a pesca e a aquicultura registaram 88% dos homens, enquanto a venda a retalho de alimentos, bebidas e tabaco registou 63% das mulheres. No que respeita à distribuição por grupos etários, mais de um terço (38%) das pessoas empregadas no sector do abastecimento alimentar na UE tinham entre 35 e 49 anos, enquanto as pessoas com 50 ou mais anos representavam 34% e as de 15-34 anos 28%.

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