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Luxemburgo sai do 'top 10' do ranking global de energia
Luxemburgo 2 min. 29.10.2020

Luxemburgo sai do 'top 10' do ranking global de energia

Luxemburgo sai do 'top 10' do ranking global de energia

Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 2 min. 29.10.2020

Luxemburgo sai do 'top 10' do ranking global de energia

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O Grão-Ducado ocupa agora o 16° posto, quando no ano passado estava em 8° lugar.

O Luxemburgo perdeu oito lugares no ranking global que mede o desenvolvimento energético, saindo do 'top 10' dos melhores países. Segundo o relatório "World Energy Trilema 2020", o Grão-Ducado ocupa agora o 16° posto, com 77,6 pontos em 100, quando no ano passado estava em 8° lugar.

Tal como no ano passado, o ranking publicado pelo Conselho Mundial de Energia e pela consultora Oliver Wyman é liderado pela Suíça (84,3) Suécia (84,2) e Dinamarca (84). Já Portugal subiu 10 lugares e ocupa agora o 19° lugar (76,8 pontos), três posições abaixo do Luxemburgo.

Quanto às três áreas analisadas em 130 países, o Luxemburgo mantém o primeiro lugar em equidade energética (capacidade de garantir o acesso a uma energia economicamente acessível e segura), com 99,9 pontos em 100.

No domínio da sustentabilidade energética (transição para a descarbonização), o Grão-Ducado alcançou a posição 14 (-6 lugares), com 80,3 pontos, enquanto a pior prestação foi registada na segurança energética (capacidade de satisfazer a procura atual e futura de energia), no 67° lugar, com 54,3 pontos.

Grão-Ducado ainda fortemente dependente do petróleo importado

Segundo os autores do relatório, nos últimos dez anos, a procura de energia e as emissões de gases com efeito de estufa do Luxemburgo mostraram "sinais de dissociação" em relação ao forte crescimento económico e populacional do país.

Apesar da elevada dependência da importação de energia (95% da energia é importada), os preços da energia permanecem baixos (20% abaixo dos preços médios da UE), sendo "uma barreira para investimentos em eficiência energética e energias renováveis e a causa do aumento da procura de combustíveis para transporte de carga e de passageiros", lê-se no documento. 

Como consequência, a energia do país é dominada por 78% de combustíveis fósseis (sobretudo petróleo), enquanto a participação das energias renováveis no consumo final bruto de energia é uma das piores da União Europeia (5,4% em 2018).

Recorde-se que o Governo pretende reduzir as emissões de carbono em 50% até 2030 (em relação a 2005), mas até agora está nos 21% e que tem como objetivo nacional alcançar os 25% de produção em energia renovável até 2025, sendo que atualmente cumpre apenas 10%.

Efeitos da covid deverão melhorar as estatísticas do Luxemburgo

"A crise pandémica está a ter um impacto profundo no ritmo e na direção da transição energética global. A criação de um ambiente mais sustentável contribuiu como uma das alavancas-chave na retoma económica, impulsionada pelas expectativas da sociedade, da tecnologia e das preferências dos consumidores", lê-se no relatório.

Sobre o caso concreto do Luxemburgo, os autores do estudo referem que "o bloqueio devido à covid-19 reduziu a procura de combustível para o transporte, esperando-se uma melhoria significativa nas estatísticas de emissões de carbono e níveis mais baixos de importação de energia durante este período".  

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