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Luxemburgo. Residente que morreu era mulher de 74 anos e tomou AstraZeneca
Luxemburgo 3 min. 14.04.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Residente que morreu era mulher de 74 anos e tomou AstraZeneca

Luxemburgo. Residente que morreu era mulher de 74 anos e tomou AstraZeneca

Foto: AFP
Luxemburgo 3 min. 14.04.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Residente que morreu era mulher de 74 anos e tomou AstraZeneca

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Ministério Público está a investigar o caso e aguarda o resultado da autópsia.

(Notícia atualizada às 15:47 com a informação divulgada pelo Ministério da Saúde.)

O Ministério Público confirma esta quarta-feira que uma mulher de 74 anos morreu no hospital, no Luxemburgo, duas semanas após ter sido vacinada com a vacina da AstraZeneca contra a covid-19. 

Segundo a informação divulgada duas horas mais tarde pelo Ministério da Saúde a mulher morreu a 10 de abril "devido a uma hemorragia cerebral associada a uma trombocitopenia e a uma coagulação intravascular disseminada". A septuagenária tinha tomado a primeira dose da vacina a 23 de março.

O Ministério Público refere ainda que "segundo o médico assistente, esta foi uma morte suspeita e, na sua opinião, uma ligação entre a morte desta pessoa e a sua vacinação com a vacina Astra Zeneca contra a covid-19, duas semanas antes, não podia ser excluída". 

As autoridades consideram, no entanto que ainda é cedo para tirar conclusões prematuras sobre uma possível ligação da morte com a toma da vacina enquanto aguardam o resultado da autópsia. "Nesta fase do processo e até que todos os elementos da investigação sejam reunidos, qualquer conclusão prematura será especulativa", diz o MP.

Em paralelo, a Direção de Saúde está também a investigar o caso com o Centro Regional de Farmacovigilância de Lorraine, em Nancy, para avaliar a causa exata da morte da idosa. O caso já foi comunicado à Agência Europeia do Medicamento, revela ainda a tutela da Saúde.

A Vazevria (como foi recentemente denominada) esteve suspensa temporariamente em finais de março em vários países, incluindo o Grão-Ducado, devido a casos de coágulos sanguíneos após a toma da vacina. Após a investigação, a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) concluiu existir uma "possível relação" entre a administração do fármaco e a formação de "casos muito raros" de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios deste fármaco contra a covid-19.

A par com outros países, o Grão-Ducado retomou a vacinação com o antídoto da AstraZeneca no início de abril, para todas as faixas etárias a partir dos 18 anos. Mais recentemente, esta terça-feira a Irlanda anunciou a suspensão temporária da farmacêutica sueco-britânica para decidir a que grupos etários vai administrar.

A Vazevria é um dos quatro fármacos contra a covid-19 administrados no Luxemburgo. A última a ser adicionada à lista foi a Janssen, da farmacêutica americana Johnson & Johnson, cujas primeiras 2.400 doses aterraram esta semana no país. Um dia após a chegada ao Grão-Ducado, também esta vacina foi suspensa na União Europeia, EUA e África do Sul, após recomendação das autoridades americanas enquanto prosseguem as investigações a seis casos de coágulos nos EUA, um dos quais resultou numa morte. 

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