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Luxemburgo. Rendas de 1300 euros para famílias com 2700 euros mensais
Luxemburgo 2 min. 09.10.2021
Habitação

Luxemburgo. Rendas de 1300 euros para famílias com 2700 euros mensais

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Luxemburgo. Rendas de 1300 euros para famílias com 2700 euros mensais

Photo: Shutterstock
Luxemburgo 2 min. 09.10.2021
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Luxemburgo. Rendas de 1300 euros para famílias com 2700 euros mensais

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Seis em cada dez residentes está a pagar empréstimo de habitação ao banco ou paga uma renda. Só 6% dos inquilinos conseguem ter renda reduzida. Está cada vez mais difícil pagar a renda da casa no país.

Dos mais de 250 mil lares familiares no Luxemburgo, 170 mil são proprietários que vivem na sua casa, e mais de metade deles ainda está a pagar um empréstimo ao banco, revela o estudo do Observatório da Habitação sobre a taxa de esforço no Luxemburgo.

Em 2019, 67% dos agregados familiares tinha casa própria, apenas mais 3% do que em 2010. Mas destes, 37% ainda tem um empréstimo em dívida e cerca de 33% acabaram há pouco tempo de pagar a totalidade da casa do banco.

Segundo este relatório, entre os proprietários, 33% não têm empréstimo ao banco e 34% ainda pagam prestação. Já os inquilinos, que são 25%, apenas 2% têm renda gratuita e 6% renda reduzida.

A diferença de encargos mensais com a habitação é enorme entre quem tem casa paga e quem paga empréstimo ao banco ou arrenda casa.

Assim, em 2019, enquanto os proprietários com casa dispensem cerca de 415 euros mensais na habitação, os residentes com prestação de habitação ao banco (mais despesas de empréstimo e encargos) gastam 1642 euros mensais, e os arrendatários 1303 euros/mês.


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Não há aumentos salariais para os trabalhadores não qualificados. Não importa a antiguidade, ganham o mesmo salário mínimo que quem acaba de chegar. Uma petição pública e a OGBL reivindicam alterações.

Preços altos para rendimentos baixos

Em 2019 a idade média de quem compra casa no Grão-Ducado era de 39 anos de idade, e entre estes proprietários que vivem na sua casa, a taxa de esforço (a percentagem de orçamento que dispensam para a habitação) era de 29%.

Já os residentes que têm casa arrendada a taxa de esforço é superior a 40%, sobretudo nas classes mais baixas.


Cerca de 21 mil inquilinos gastam metade do salário na renda da casa
Segundo o Observatório da Habitação, a taxa de esforço é maior para quem arrenda casa do que para quem contrai empréstimos para a compra de casa.

Nas classes com rendimentos mais baixos é cada vez mais difícil suportar a renda de casa com os aumentos a disparar.

Neste quintil, os inquilinos dispõem em média de um rendimento mensal de 2777 euros, para rendas que são em média de 1300 euros. Os proprietários com empréstimos ao banco dispõem de um rendimento de 3281 euros.

Entre os residentes com rendimentos mensais mais elevados, os inquilinos possuem um rendimento médio de 9962 euros e quem paga empréstimo de casa ao banco, tem um rendimento de 11018 euros por mês.

O preço da renda das casas no país não para de aumentar, como confirma este relatório salientando que entre 2010 e 2019 o aumento foi de 47% no preço dos imóveis para arrendar.

Quem alugou casa há menos de cinco anos paga uma renda superior a quem alugou casa há mais tempo. Entre 2016 e 2019 o custo total da habitação para o conjunto dos inquilinos aumentou 12,2%, contra 13,2% para quem arrendou há menos de cinco anos. O aumento da renda para os proprietários com empréstimo subiu menos, 7,5%.


Desde 2010, o preço das casas no Luxemburgo aumentou 111%.
Num ano o preço das casas aumentou 13,6% no Luxemburgo
Desde 2010, o preço das casas no Luxemburgo aumentou 111%, revela o Eurostat.

Isso significa que a taxa de esforço aumentou muito, com as classes mais vulneráveis a sofrer com o aumento das rendas. Quem alugou casa há menos de cinco anos viu a sua taxa de esforço aumentar 22,5% em relação aos inquilinos mais antigos, que aumentou 10,6% e aos proprietários em geral que subiu apenas 3,6%.

Como indica o relatório do Observatório da Habitação, os inquilinos com rendimentos mais baixos estão cada vez mais pobres devido ao custo da renda que pagam mensalmente e que lhes consome a maior fatia e elevada do orçamento mensal. 

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