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Luxemburgo prepara-se para o surto de coronavírus
Luxemburgo 4 min. 23.01.2020

Luxemburgo prepara-se para o surto de coronavírus

Luxemburgo prepara-se para o surto de coronavírus

Foto: AFP
Luxemburgo 4 min. 23.01.2020

Luxemburgo prepara-se para o surto de coronavírus

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Governo já ativou procedimentos para prevenir possível impacto do vírus que já matou 18 pessoas na China e deixa recomendações para os viajantes

O governo do Luxemburgo revelou esta quinta-feira, 23 de janeiro, as medidas que estão a ser tomadas para prevenir os efeitos do surto do coronavírus, que foi detetado no final de 2019 e atingiu inicialmente a cidade chinesa de Wuhan, onde já fez 18 mortos, tendo já se espalhado a outros países, num total de mais de 600 pessoas infetadas.

Em comunicado às redações, o Ministério da Saúde não confirma para já a existência de casos no país, mas ativou uma série de procedimentos se for detetado algum, ainda que isolado, em espaços públicos, como aeroportos ou outras estruturas de transportes e mobilidade.

"Atualmente não existem ligações directas entre o Luxemburgo e a cidade chinesa de Wuhan. Deve-se notar, contudo, que uma importação de casos individuais nunca poderá ser excluída", começa por referir o comunicado. 

Para a comunidade médica, a recomendação da Direction de la Santé [Direção de Saúde] é de que, "na presença de pacientes que apresentem sintomas de infecção, que possam estar ligados ao coronavírus (febre, tosse, dificuldades respiratórias)", se recolha, desde logo, "informação sobre o historial de viagem dessas pessoas, nas últimas duas semanas".


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Os médicos que atendam casos suspeitos devem também reportá-los de imediato àquele organismo e os pacientes originários das áreas afetadas pelo vírus, que apresentem sintomas de infeção, "devem ser isolados num hospital apropriado até que a infecção possa ser excluída", determina o Ministério da Saúde.

O Serviço Nacional de Doenças Infecciosas do Centro Hospitalar do Luxemburgo está preparado para acolher esses casos, refere o mesmo comunicado, que adianta também que o Laboratório Nacional de Saúde (LNS) está atualmente a trabalhar para realizar testes, e em parceria com o Hospital Universitário Charité, em Berlim, que permitam identificar o coronavírus ou vírus 2019-nCoV.

Recomendações para os viajantes

Àqueles que planeiam viajar, sobretudo para a China ou para a região de Wuhan,  a Direção da Saúde deixa uma série de recomendações. Desde logo, o evitar viagens desnecessárias, não viajar se sofrer de uma doença respiratória e durante a estadia seguir as recomendações locais, evitar o contacto com animais vivos ou mortos e com pessoas que apresentem sintomas de febre e tosse. É aconselhável lavar as mãos regularmente com sabão ou soluções hidroalcoólicas. 

Se tiver sintomas

Em caso de sintomas de infecção respiratória - como febre, tosse, dificuldades respiratórias - a Direção da Saúde recomenda que procure rapidamente o aconselhamento médico, use máscara cirúrgica se estiver em contacto com outras pessoas e lenços descartáveis e lave as mãos regularmente. 


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"Em caso de sintomas de infecção respiratória aguda no regresso ao Luxemburgo ou no prazo de duas semanas após o seu regresso, recomenda-se [além dos cuidados referidos acima] que fique em casa e evite o contacto com outras pessoas. 

Em caso de dúvida ou de sintomas, deve contactar a Inspecção de Saúde, através do número de telefone (+352) 247- 85650 ou através do 112 fora do horário de expediente, que o encaminhará para o serviço médico apropriado.

O Ministério da Saúde apela ao contacto telefónico antes de se recorrer às instalações hospitalares, evitando os serviços de urgência e possíveis transmissões a outros. 

No site da organização Mundial de Saúde, que decidiu esta quinta-feira não declarar para já emergência de saúde pública internacional, mantendo uma monitorização da evolução do vírus e deixando algumas recomendações, existem outras informações detalhadas para quem vai viajar.

Apesar das recomendações, o governo prevê que a probabilidade de ocorrência de casos também no Luxemburgo, na sequência de viagens entre o país e o estrangeiro, "seja baixa".

"A situação é constantemente monitorizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, na noite de 22 de Janeiro de 2020, o CEPCD decretou o PHE1 (nível de emergência de saúde pública 1), o que corresponde ao primeiro nível de alerta que permite mobilizar mais pessoal interno para monitorizar a situação", refere o comunicado do Ministério da Saúde, acrescentando, que "todas as medidas de vigilância e controlo são coordenadas a nível europeu entre países pelo Comité de Segurança da Saúde, que está localizado no Luxemburgo".  

 Além da China, foram detetados casos na Coreia do Sul, Japão, Tailândia, Taiwan, EUA e Macau.  As autoridades chinesas colocaram esta quinta-feira três cidades sob quarentena, Wuhan, Huanggang e Ezhou, onde vivem cerca de 20 milhões. A circulação de transportes, incluindo voos, está interrompida.

Entretanto, alguns aeroportos europeus, onde há ligações diretas para Wuhan - como Itália e Reino Unido - seguiram o exemplo generalizado nos aeroportos da Ásia e Orla do Pacífico e introduziram medidas como a verificação da temperatura corporal.

Para já, não está prevista medida idêntica no aeroporto de Findel. 

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