Escolha as suas informações

Luxemburgo. Próximas semanas e meses são de alto risco de infeções covid-19
Luxemburgo 3 min. 05.08.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Próximas semanas e meses são de alto risco de infeções covid-19

Luxemburgo. Próximas semanas e meses são de alto risco de infeções covid-19

Luxemburgo 3 min. 05.08.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Próximas semanas e meses são de alto risco de infeções covid-19

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O regresso das férias, o início do ano escolar e a época da gripe constituem períodos que podem gerar uma "potencial vaga" da epidemia, assume o Governo. Mas irá haver mais períodos perigosos, todos seguidos, e propícios a gerar uma nova "vaga" da covid-19, até março de 2021.Em setembro arranca novo programa de testes.

São vários acontecimentos sucessivos que podem alimentar uma nova "vaga" da epidemia no Luxemburgo. Em breve começam a chegar os residentes que estiveram de férias, muitos fora do país, logo depois inicia-se o novo ano escolar, já presencialmente, e a partir dos finais de outubro chega a época da gripe, que costuma durar até março.

Trata-se de "várias datas-chave críticas em termos de risco de aumento de números de casos" de SARS-CoV-2, assume o Ministério da Saúde no texto do projeto-lei que autoriza o Estado a participar no financiamento da segunda fase dos testes em larga escala no país. 

Quais são as "potenciais vagas"?

Os períodos perigosos definidos como "potencial vaga" da pandemia são enumerados no projeto-lei,  "datas-chave" que começam pelo regresso às aulas. A seguir ao arranque letivo, surgem as "infeções respiratórias" que podem aliar-se às infeções pelo novo coronavírus, representando assim uma "potencial vaga" da covid-19 em outubro. Desde finais deste mês até março será a vez da "gripe sazonal" aparecer, mas não só. 


Luxemburgo tem 30 milhões de máscaras em stock
Com milhões de máscaras de reserva, o país pretende evitar qualquer subida de preços das proteções faciais que são obrigatórias nos espaços fechados e transportes.

Durante os meses em que a "potencial vaga" da gripe decorre existem outros acontecimentos que representam igualmente um alto risco. As "férias escolares de Toussiant", as "férias de Natal", e as "férias de Carnaval". Recorde-se que foi nestas últimas que a pandemia do novo coronavírus começou a espalhar-se na Alemanha, há um ano.

Nova estratégia

Face a estes fatores, o Ministério da Saúde vai começar no início de setembro uma nova estratégia de testes em massa à população.

"O novo projeto 'Testes em larga escala' está estruturado em torno de várias datas-chave críticas em termos do risco de aumento do número de casos (…) tais como períodos de férias, regresso à escola ou a época da gripe, tendo em conta as mudanças nas atividades da população luxemburguesa", lê-se no documento entregue a 10 de julho à Câmara dos Deputados.

30 semanas, milhão e meio de testes

Dotado de um orçamento de 60,7 milhões de euros, o novo programa de testes foi concebido para "permitir a máxima flexibilidade e reatividade a fim de se adaptar à evolução das circunstâncias e de assegurar uma capacidade de testagem em larga escala durante vários meses, idealmente até à chegada de uma vacina".

Para já, o programa está previsto decorrer durante 30 semanas, tendo como objetivo 53 mil testes por semana, num total de 1.590.000 testes. São cerca de metade dos testes realizados na primeira fase em que chegavam aos 100 mil por semana, mas a duração é mais longa. A primeira fase decorreu entre maio e finais de julho. A nova estratégia inicia-se em setembro e durará 30 semanas.


Polícia realizou 60 intervenções noturnas por denúncias de distúrbios sonoros
Entre as denúncias de vizinhos barulhentos e bares com música demasiado alta, registaram-se ainda queixas de cães a ladrar e corujas noturnas.

Intervir diretamente nos clusters

A intenção agora já não é testar toda a população em geral, mas sim "poder intervir diretamente nos locais de surto", e incidir sobretudo nos grupos de risco.

De acordo com a última modelação da task force da covid-19 os testes em larga escala são uma "ferramenta eficaz para reduzir significativamente uma segunda vaga, na medida em que permite a rápida identificação e interrupção das cadeias de transmissão", refere o documento apresentado por Paulette Lenert.

Controlar a epidemia

O novo programa centra-se na vigilância da evolução da infeção entre a população ao longo do tempo, e é aqui em que difere da primeira fase. "Não se trata de erradicar o vírus, mas de o controlar e assim manter as taxas de infeção a um nível muito baixo". 


Covid-19. Pelo menos 13.800 passageiros foram testados no aeroporto de Findel
A maioria dos testes são realizados nos passageiros que chegam ao Luxemburgo.

Até agora, todas as investigações apontam que a apenas a vacina poderá vencer o novo coronavírus. Por isso, até lá há que manter as regras de higiene e o distanciamento social.

"Uma vez que o vírus não foi erradicado e a vacina ainda não está disponível, é necessário haver um controlo da pandemia para se poder manter um estilo de vida com um mínimo de restrições", realça a ministra da saúde luxemburguesa justificando o financiamento do novo programa de testes.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas