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Luxemburgo pede desculpas à comunidade judaica passados 70 anos
Luxemburgo 11.06.2015 Do nosso arquivo online

Luxemburgo pede desculpas à comunidade judaica passados 70 anos

Uma loja no Luxemburgo com cartazes contra os judeus, durante a ocupação nazi

Luxemburgo pede desculpas à comunidade judaica passados 70 anos

Uma loja no Luxemburgo com cartazes contra os judeus, durante a ocupação nazi
Foto: Arquivos Luxemburger Wort
Luxemburgo 11.06.2015 Do nosso arquivo online

Luxemburgo pede desculpas à comunidade judaica passados 70 anos

O Luxemburgo pediu esta semana desculpas à comunidade judaica pelos “sofrimentos” e “injustiças” cometidos sob a sua responsabilidade durante a II Guerra Mundial.

O Luxemburgo pediu esta semana desculpas à comunidade judaica pelos “sofrimentos” e “injustiças” cometidos sob a sua responsabilidade durante a II Guerra Mundial.

Sessenta deputados luxemburgueses aprovaram, por unanimidade, uma resolução de reconhecimento pelos sofrimentos causados “à comunidade judaica, aos seus membros luxemburgueses e estrangeiros, durante a ocupação nazi do Luxemburgo”.

“O Governo apresenta as suas desculpas à comunidade judaica pelos sofrimentos infligidos e pelas injustiças cometidas contra ela”, lê-se na declaração assinada conjuntamente pelo primeiro-ministro Xavier Bettel e pelos seus ministros.

No texto, acrescenta-se ainda que o Governo luxemburguês “reconhece a responsabilidade de alguns representantes da autoridade pública na incomensurabilidade dos actos cometidos”.

Setenta anos após o fim do conflito, “alguns representantes” das autoridades luxemburguesas reconhecem tal dever, salientou a AFP.

O Luxemburgo esteve sob ocupação da Alemanha nazi entre Maio de 1940 e Setembro de 1944. A comunidade judaica neste país, composta na sua maioria por refugiados fugidos da Alemanha antes da guerra, sofreu bastante durante a ocupação.

“Dos 3.700 judeus residentes no Grão-Ducado luxemburguês antes da guerra, 1.200 estão mortos, vítimas do holocausto”, lê-se na página oficial do Governo luxemburguês na Internet.

A resolução apresentada pelo parlamento luxemburguês decorre de um relatório divulgado em Fevereiro passado por um historiador da Universidade de Luxemburgo, Vincent Artuso.

Neste pode ler-se que a administração luxemburguesa colaborou com a política de perseguição antissemita alemã em três áreas: “na identificação de pessoas consideradas como pertencente à raça judaica, segundo os critérios alemães; na sua expulsão da função pública, das profissões liberais e das escolas; e na espoliação dos seus bens”.

Em Setembro de 2009, o primeiro-ministro belga da altura, Elio Di Rupo, apresentou  desculpas em nome da Bélgica pela deportação dos judeus durante a II Guerra Mundial, também na altura em que comemorava o 70.º aniversário do fim das deportações. Estas desculpas acabaram por alimentar o debate no país vizinho.


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