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Luxemburgo. Novos casos são mais do dobro entre os não vacinados
Luxemburgo 3 min. 26.01.2022 Do nosso arquivo online
Relatório semanal

Luxemburgo. Novos casos são mais do dobro entre os não vacinados

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Luxemburgo. Novos casos são mais do dobro entre os não vacinados

Foto: Uwe Anspach/dpa
Luxemburgo 3 min. 26.01.2022 Do nosso arquivo online
Relatório semanal

Luxemburgo. Novos casos são mais do dobro entre os não vacinados

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O boletim do Ministério da Saúde mostra também que na última semana o maior aumento no nível de incidência verificou-se no grupo etário dos 75 e mais anos, onde cresceu 91%.

Na semana de 17 a 23 de janeiro os números da incidência (número de novos casos por dia) de covid-19 disparou, atingindo sobretudo as faixas etárias mais velhas. Segundo o relatório de balanço semanal do Ministério da Saúde, o nível de incidência passou de 1.848 casos por 100 mil habitantes para 2.409 casos, numa semana, e cresceu em todos os grupos etários. Mas entre os idosos a subida foi quase de 100%. 

Nas 15.293 infeções detetadas entre 17 e 23 de janeiro, o boletim revela também a discrepância entre a incidência de infeções na população vacinada e não vacinada. Segundo o relatório, a incidência neste último grupo foi mais do dobro da do primeiro: 3.769 casos por 100 mil pessoas não vacinadas face a 1.831 por 100 mil pessoas com calendário de vacinação completo.  

O maior aumento no nível de incidência verificou-se, no entanto, no grupo etário dos 75 e mais anos, onde cresceu 91%, seguindo-se a faixa imediatamente abaixo, dos 60 aos 74 anos, onde a subida foi de 36%. Apesar deste aumento, este último grupo teve, em termos gerais, a incidência mais baixa, correspondente a 696 casos por 100 mil habitantes. Já a faixa etária dos 0 aos 14 anos foi a que concentrou o nível de incidência mais alto, com 5.320 casos por 100 mil habitantes.

No período abrangido pelo relatório, observou-se também um aumento do índice de transmissibilidade (Rt) que passou para 1,26, em comparação com o valor de 1,03 registado na semana anterior.

O relatório do Ministério da Saúde mostra que o número de pessoas com testes positivos subiu 30% na semana de 17 a 23 de janeiro, passando para 15.293 casos, face aos 11.734 da semana anterior. Esta subida refletiu-se também num pequeno aumento da taxa de positividade em todos os testes realizados, que passou de 31,03% para 36,28% nos últimos sete dias.   


Quase quatro em cada dez testes foram positivos. Luxemburgo regista 3.073 novas infeções
Os internamentos mantêm-se, no entanto, estáveis. Há ainda uma morte a registar.

Internamentos desceram nos cuidados intensivos 

No que se refere a hospitalizações, foram internadas, na última semana, 58 pessoas com covid-19 nos cuidados normais, mais 10 que nos sete dias anteriores. Por outro lado, registou-se uma descida da ocupação de camas nos cuidados intensivos, que passou de 19 internamentos para 14. 

O boletim detalha ainda que 20 dos 58 pacientes hospitalizados nos cuidados normais não estavam vacinados, sendo que os restantes 38 tinham um programa de vacinação completo. Uma situação que se inverte nos cuidados intensivos, onde 10 dos 14 pacientes internados nestas unidades, na última semana, não estavam vacinados.  

A média de idade dos pacientes internados, entre 17 e 23 de janeiro, fixou-se nos 47 anos, enquanto a das pessoas que testaram positivo para o vírus se situou nos 28 anos. Já no que se refere aos óbitos, a média de idade dos falecidos foi de 75 anos. Durante a última semana foram reportadas sete mortes associadas à covid-19. 

A 23 de janeiro, o país tinha 27.370 infeções ativas, mais 4.937 que as 22.433 registadas a 16 de janeiro. 

O círculo familiar continuou a ser fonte de contágio mais frequente, correspondendo a 42,8% das transmissões com origem conhecida, seguindo-se o trabalho, com 7,8%, o setor de prestação de cuidados, com 4,6%, e as viagens ao estrangeiro, com 3,8%. A percentagem de fontes indeterminadas está a diminuir, segundo o relatório, representando agora 29,7% dos casos. 

Durante a semana de 17 a 23 de janeiro, 29.701 pessoas ficaram em isolamento, mais 31% que na semana anterior, e 14.999 tiveram de fazer quarentena, um aumento de 71%. Por outro lado, o número de pessoas curadas subiu, passando de 104.403 recuperados, no período anterior, para 114.752, nos últimos sete dias.

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A 12 de junho, o número de infeções ativas era 5.001, enquanto a 5 de junho se situava nos 3.354. Apesar da subida, a mortalidade por covid-19 continuou a descer e as hospitalizações nos cuidados intensivos mantiveram-se a um nível reduzido e sem alterações.