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Luxemburgo "não vai tolerar" casos de exploração de portugueses no país
Luxemburgo 21.10.2020

Luxemburgo "não vai tolerar" casos de exploração de portugueses no país

Luxemburgo "não vai tolerar" casos de exploração de portugueses no país

Foto: Lusa
Luxemburgo 21.10.2020

Luxemburgo "não vai tolerar" casos de exploração de portugueses no país

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O Governo do Luxemburgo “não vai tolerar” casos de exploração de portugueses no país e está a trabalhar com o Governo de Portugal para que estes casos não se repitam, afirmou esta terça-feira em Lisboa o ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, Jean Asselborn.

O ministro luxemburguês respondia a uma pergunta sobre casos de trabalhadores portugueses explorados por empresas portuguesas a operar no Luxemburgo, o mais recente dos quais foi conhecido em setembro e envolve a empresa de construção civil HP Construction.

Numa reportagem recente o Contacto denunciou casos de escravatura relacionados com esta empresa

Jean Asselborn, que foi recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, frisou que os responsáveis por estes casos "são criminosos" e que a inspeção do trabalho luxemburguesa foi acionada, cabendo agora à justiça o seguimento a dar ao processo.

Augusto Santos Silva frisou também que "evidentemente a exploração à margem da lei de trabalhadores por empresas é um crime" e assegurou que as autoridades portuguesas seguem "com todo o interesse o processo em curso para averiguar os factos e punir os responsáveis".


HP Construction. Governo reforça punição a empresas que "escravizem"
O caso da HP Construction, denunciado pelo Contacto na semana passada, leva Governo a prometer medidas contra redes de tráfico humano. A inspeção de trabalho fechou estaleiros da empresa e Judiciária colocou testemunhas sob proteção policial.

Os dois ministros tinham já antes realçado o papel da comunidade portuguesa no Luxemburgo, que o ministro luxemburguês disse corresponder a um sexto dos 626 mil habitantes do país, cerca de 100 mil pessoas. "O Luxemburgo não seria o que é sem o contributo da comunidade portuguesa", assim como de outros imigrantes, que no conjunto representam 48% da população do país, disse Jean Asselborn.  

(Com Agência Lusa)

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