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Luxemburgo mantém as portas abertas aos cidadãos russos
Luxemburgo 06.09.2022
Guerra Ucrânia

Luxemburgo mantém as portas abertas aos cidadãos russos

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Imigração, Jean Asselborn, acredita que a Rússia sentirá, em breve, o peso das sanções da UE.
Guerra Ucrânia

Luxemburgo mantém as portas abertas aos cidadãos russos

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Imigração, Jean Asselborn, acredita que a Rússia sentirá, em breve, o peso das sanções da UE.
Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Luxemburgo 06.09.2022
Guerra Ucrânia

Luxemburgo mantém as portas abertas aos cidadãos russos

Redação
Redação
Há 2.000 residentes russos no Grão-Ducado e, na Rússia, há quem seja preso por criticar o regime, lembrou o ministro Jean Asselborn.

(Michelle Ganteinbein com P.S.F) 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Imigração concorda com as sanções da União Europeia (UE) à Rússia, mas defende que o Luxemburgo deve "manter as portas abertas" ao povo russo porque "não podemos afirmar que todos os russos são responsáveis por esta situação". Há quem esteja a sofrer por ser contra o regime de Putin.

Cada Estado-membro "deve decidir" se autoriza ou não a concessão de vistos aos cidadãos russos e "sem o justificar", realçou Jean Asselborn na conferência de imprensa desta terça-feira para fazer o ponto da situação dos desenvolvimentos políticos da UE em relação à Rússia e Ucrânia.


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No Grão-Ducado, residem duas mil pessoas de nacionalidade russa. Entre 1 de janeiro e 31 de agosto de 2022, o Luxemburgo concedeu 440 vistos a russos, contra as 2.104 autorizações concedidas no mesmo período em 2019, indica o ministro. Pelo menos, “por razões familiares, queremos manter os vistos aos cidadãos russos”.

O ministro reiterou também que "a Rússia se transformou numa ditadura e as pessoas que criticam publicamente o regime são espancadas e presas", porque nem todos estão de acordo com Putin.


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As sanções da UE à Rússia devem continuar e, nem pensar em levantar as restrições em troca do abastecimento do gás russo. "A UE não pode fazer isso", vincou o governante realçando que tal iria contra os seus valores. Além de que, acrescentou, "será uma ilusão pensar que os preços da energia irão cair devido ao levantamento de certas sanções". 

Jean Asselborn foi perentório: "Temos que manter a pressão e, em poucos meses, os russos perceberão o que o seu presidente está a fazer. A Rússia retrocederá décadas".  

(Artigo publicado originalmente na edição alemã do Luxemburger Wort.)

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