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Infeções entre as crianças aumentam 77% no Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 20.01.2022
Covid-19

Infeções entre as crianças aumentam 77% no Luxemburgo

As crianças até aos 14 anos de idade são as mais afetadas pela covid-19 no Luxemburgo.
Covid-19

Infeções entre as crianças aumentam 77% no Luxemburgo

As crianças até aos 14 anos de idade são as mais afetadas pela covid-19 no Luxemburgo.
Photo : AFP
Luxemburgo 3 min. 20.01.2022
Covid-19

Infeções entre as crianças aumentam 77% no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O maior aumento de casos volta a ocorrer entre os o-14 anos de idade. Houve 34 turmas afetas pela covid-19 em 22 estabelecimentos escolares, na semana passada.

A variante Omicron continua a contagiar cada vez mais pessoas no Luxemburgo. Na semana passada 11.728 pessoas testaram positivo à infeção pelo SARS-CoV-2, mais 8% do que na semana precedente (10.680 novos infetados), indica o relatório semanal da situação pandémica no país do Ministério da Saúde.

Contudo, o aumento de novos casos semanais foi menor do que o registado na semana de 3 a 9 de janeiro. Será que esta quarta vaga da pandemia começa a passar? Entre 10 e 16 de janeiro houve um crescimento de 8% dos novos casos, contra um aumento de 99% que ocorreu na semana anterior. A diferença é enorme, contudo, a verdade é que as novas infeções continuam a crescer no país, como confirma este último relatório semanal divulgado esta quinta-feira, no dia a seguir ao Parlamento debater a vacinação obrigatória no país e onde o primeiro-ministro declarou que vai ser imposta a obrigação vacinal. 

A população com mais de 50 anos que continua a recusar a vacina irá ser obrigada a vacinar-se, bem como os trabalhadores do setor da saúde e os prestadores de cuidados a pessoas vulneráveis, assim será se o Governo seguir as recomendações do grupo de peritos. Xavier Bettel anunciou ontem que tal deverá acontecer.

Infeções disparam entre os mais novos

No país, as crianças até aos 14 anos continuam a ser as mais afetadas pela doença da pandemia. Na semana passada, o maior aumento ocorreu nesta faixa etária, mais 77% de novos casos, com uma taxa de incidência de 4.224 casos por 100 mil habitantes. A incidência foi menor do que na semana anterior, onde as infeções explodiram 195% nestas idades, mas mesmo assim o crescimento continua muito elevado.

Na população entre os 30 e os 44 anos houve igualmente um crescimento, mais 10% de infeções, assim como na população com mais de 75 anos (+9%), indica o relatório. Nas restantes faixas etárias a taxa de incidência diminuiu.

Contudo, no geral a incidência está a crescer. No país, em cada 100 mil habitantes registaram-se 1.848 infeções entre 10 e 16 de janeiro, na semana anterior a taxa de incidência foi de 1.682 casos por 100 mil habitantes.


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Escolas afetadas

O crescimento das infeções nas crianças até aos 14 anos voltou a complicar a vida escolar no país. Na semana passada, 33 turmas de 22 escolas do fundamental e dos liceus foram fortemente afetadas, cada uma com mais de 5 casos positivos por classe, o que obrigou à adoção das medidas previstas no cenário 4, o mais grave.

Todos os alunos que não estavam vacinados ou recuperados tiveram de ficar em quarentena, sem poder ir às aulas.

A taxa de vacinação completa no país era a 16 de janeiro de 75,5 % entra a população elegível, mesmo assim no entender dos especialistas não é suficiente para que a pandemia seja controlada da melhor forma. Razão pela qual o grupo de peritos convidado pelo Governo a estudar a vacinação obrigatória recomenda que esta seja adotada, de forma sectorial.

Sobretudo para evitar a doença grave e os internamentos que podem sobrecarregar o sistema hospitalar.

Não vacinados nos cuidados intensivos

O relatório volta a mostrar que entre as 48 pessoas hospitalizadas por covid-19 nos cuidados normais, 26 doentes não estavam vacinados. E nos cuidados intensivos, 14 dos 19 doentes também não tinham recebido a vacina contra a covid, ou seja, uma grande maioria. A média de idade dos internados desceu para os 48 anos, na semana passada era de 54 anos.


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Pelo país, as infeções ativas continuam a aumentar. A 16 de janeiro, havia 22.432 infeções ativas contra 16.343 da semana anterior.

Na semana de 10 a 16 de janeiro, as pessoas em isolamento, 22.625 casos, praticamente duplicaram, houve mais 98% do que na semana anterior. Também as quarentenas subiram em flecha, houve 8.787 situações, mais 144% do que entre 3 e 9 janeiro.

 A boa notícia é que o número de pessoas recuperadas desde o início da pandemia ultrapassa agora os 100 mil casos. A 16 de janeiro 104.398 doentes estavam tratados contra os 98.766 da semana anterior. 

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