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Luxemburgo impõe vigilância apertada aos funerais
Luxemburgo 26.03.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo impõe vigilância apertada aos funerais

Luxemburgo impõe vigilância apertada aos funerais

AFP
Luxemburgo 26.03.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo impõe vigilância apertada aos funerais

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Não há missas nem cortejos fúnebres nas homenagens onde só entram "os membros mais próximos da família". Cemitérios e capelas têm polícia à porta para "assegurar" a aplicação das medidas de "segurança inevitáveis".

Ao contrário de Portugal, onde as autoridades de saúde recomendam a cremação, no Grão-Ducado as famílias ainda podem optar pelo enterro. Embora o governo se tenha comprometido a emitir uma recomendação oficial sobre as restrições impostas às práticas fúnebres, durante o estado de emergência, comunas e Igreja Católica anteciparam-se numa nota conjunta. "Apenas os membros mais próximos da família" estão autorizados a participar no funeral. No máximo 10 pessoas podem entrar no cemitério. À porta, "as autoridades competentes assegurarão a aplicação rigorosa desta medida" considerada "de segurança inevitável", face à propagação do surto de coronavírus que, desde o final de fevereiro, começou a estremecer a taxa de mortalidade e a multiplicar o número de infeções associadas ao novo coronavírus na Europa. 

Photo : AFP

Até ordem em contrário, não há missas nem qualquer outro tipo de ritual fúnebre no Luxemburgo. Mesmo os anúncios na imprensa devem ser adiados para "limitar o número de participantes no funeral".

Funerárias CSI 

A lógica é minimizar os riscos de contágio, numa altura em que pessoas e superfícies são potenciais transmissores da doença. Se antes de soarem os alarmes, os trabalhadores das agências funerárias já seguiam procedimentos exigentes de higiene e segurança, agora o cerco aperta. Para já, há máscaras, óculos e vestuário de proteção. As encomendas dos fatos protetores usados, normalmente, em cenas de crime dispararam. "Mais do que nunca, os protocolos e o vestuário devem ser rigorosamente respeitados", garantiu o presidente da Federação Luxemburguesa de Empresas Funerárias e Crematórias ao Wort. "Não sabemos o que esperar em relação ao número de mortos no país, mas não queremos arrastar os nossos funcionários para lá", sublinhou Thierry Graul.

Photo : AFP

Mesmo os trabalhadores que estão em contacto com as famílias estão obrigados a manter as regras de distanciamento social. Além disso, caso sejam chamados a uma intervenção num lar de idosos com o eventual cenário de morte, só estão autorizados a entrar depois das 20h para evitar qualquer encontro acidental nos corredores. 



 

  

 

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