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Luxemburgo. Há infetados que violam o isolamento e vão de férias
Luxemburgo 2 2 min. 15.08.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Há infetados que violam o isolamento e vão de férias

Luxemburgo. Há infetados que violam o isolamento e vão de férias

Anouk Antony
Luxemburgo 2 2 min. 15.08.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Há infetados que violam o isolamento e vão de férias

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O Ministério da Saúde alertou para este problema. "Os infratores podem ser processados pelo Estado", garante Paul Wilmes. Estas pessoas podem contagiar muitas outras e até causar mortes.

O alerta partiu do Ministério da Saúde: Há cada vez mais pessoas com diagnostico positivo para a covid-19 a violar o isolamento obrigatório e a partir de férias. Uma violação perigosa que poderá conduzir à transmissão do vírus para outras pessoas com quem o doente contacte.

A informação consta do comunicado sobre a evolução da epidemia na semana de 27 de julho a 2 de agosto no Luxemburgo e ainda esta sexta-feira, dia 13,  a ministra da saúde, Paulette Lenert realçou que “quem desrespeita as regras”, como neste caso em particular, poderá “enfrentar as consequências”.

No entanto, esta governante frisou que embora existam, estes casos, eles constituem a exceção à regra.  

Regras claras da Inspeção Sanitária 

“A pessoa colocada em isolamento ou quarentena pela Inspeção Sanitária é obrigada por lei a cumprir as regras que lhe são comunicadas”, garante ao Contacto o investigador Paul Wilmes (na foto), porta-voz da ‘task force’ Con Vince, o grupo de cientistas do Luxemburgo responsável pelos estudos sobre a epidemia nas mais variadas áreas.

“A Inspecção Sanitária informa claramente estes indivíduos sobre os requisitos. Se decidirem infringir as regras, como por exemplo, irem de férias, devido a falta de compreensão ou por egoísmo, eles estão a infringir a lei e podem ser processados pelo Estado”, explicou.

Consequências muito perigosas

As consequências de uma pessoa infetada deixar de estar isolada são grandes e muito perigosas. “É muito claro: se as pessoas quebrarem o isolamento ou a quarentena, correm o risco de infetar outras pessoas, o que por sua vez levará a mais infeções, mais pessoas a ficarem doentes e possivelmente a morrer”, vinca Paul Wilmes.

Se uma pessoa for testada positiva é colocada em isolamento durante duas semanas, lembra este investigador. No caso dos contactos, ou seja, de quem tenha tido um contacto próximo com outra pessoa, no período de 48 horas, ou seja, antes desta pessoa realizar o teste e acusar positivo para a covid-19, o contacto é colocado em quarentena durante uma semana. Ao quinto dia da quarentena, o contacto realiza o teste de despistagem, acrescenta Paul Wilmes.


Luxemburgo. Próximas semanas e meses são de alto risco de infeções covid-19
O regresso das férias, o início do ano escolar e a época da gripe constituem períodos que podem gerar uma "potencial vaga" da epidemia, assume o Governo. Mas irá haver mais períodos perigosos, todos seguidos, e propícios a gerar uma nova "vaga" da covid-19, até março de 2021.Em setembro arranca novo programa de testes.

Quem regressa deve fazer teste

O Luxemburgo está a entrar no período de regresso de férias, em que muitos residentes voltam por estes dias ao país depois das férias coletivas.  Por ser um período propício ao aumento do número de infeções, o porta-voz do grupo de trabalho Con Vince aconselha os viajantes que chegam de outros países a realizar o teste de despistagem. “Se regressarem de áreas com uma elevada prevalência da infeção devem entrar em auto-quarentena, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde”.


De carro, autocarro ou de avião. Quem regressar de férias poderá fazer teste gratuito à covid-19
“O Luxemburgo vai prosseguir a sua estratégia de testes à covid-19 apesar das consequências que isso implica”. Garantia dada esta tarde pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, em conferência de imprensa, fazendo referência ao facto de muitos países colocarem o Grão-Ducado em zona de risco devido ao número elevado de infeções.

No final e para controlar a epidemia no Grão-Ducado este investigador recorda que a transmissão é principalmente gerada por “interações sociais”, pelo que, estas devem ser “limitadas na medida do possível”. Além disso, as pessoas devem manter as regras de distanciamento físico, o uso de máscara, bem como as medidas de higiene, como a lavagem regular das mãos. 

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“A situação atual tem um potencial inerente de reativação da epidemia. Uma nova vaga poderá ocorrer a partir de meados de setembro, quando se prevê que as interações sociais no Luxemburgo aumentem novamente após o período de férias”, afirma ao Contacto o investigador Paul Wilmes, porta-voz da task force Covid-19.