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Luxemburgo e Portugal vão receber parte dos migrantes resgatados
Luxemburgo 2 min. 15.09.2019

Luxemburgo e Portugal vão receber parte dos migrantes resgatados

Luxemburgo e Portugal vão receber parte dos migrantes resgatados

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 15.09.2019

Luxemburgo e Portugal vão receber parte dos migrantes resgatados

O Luxemburgo e Portugal são dois dos cinco países que vão receber os 82 migrantes que desembarcaram hoje na ilha italiana de Lampedusa depois de seis dias a bordo do navio Ocean Viking. Um vídeo mostra o momento em que as pessoas resgatadas receberam a notícia.

O Luxemburgo e Portugal são dois dos cinco países que concordaram em receber os 82 migrantes que desembarcaram hoje na ilha italiana de Lampedusa depois de seis dias a bordo do navio Ocean Viking, afirmou este domingo o ministro francês do Interior, Christophe Castaner.

O governo italiano afirmou que permite que a embarcação desembarque os migrantes, uma vez que a maioria dos que estão a bordo será transferida para outros países da União Europeia (UE). Esta decisão assinala uma mudança política na abordagem da migração por parte da nova coligação governamental que tomou posse na terça-feira em Itália. No anterior governo, o ex-ministro do Interior, Matteo Salvini, bloqueou, sucessivamente, o acesso de vários navios de resgate nas mãos de ONG à costa italiana.

Os migrantes foram desta vez transferidos do Ocean Viking para um navio da guarda-costeira italiana antes de serem levados para terra, como mostraram imagens da televisão italiana. O ministro das Relações Exteriores de Itália, Luigi Di Maio, afirmou à imprensa que tal foi permitido “porque a União Europeia concordou com o pedido de receber a maioria dos migrantes". Contudo, esta decisão não significa o retorno a uma política de portas abertas, acrescentou. "Deve ficar claro que, mesmo no governo anterior, o nosso objetivo era garantir que os migrantes que chegassem à Itália fossem redistribuídos por outros países europeus".

Salvini, líder da extrema-direita e ex-aliado de Di Maio, abandonou, no mês passado, a coligação governamental que mantinha com o partido 5 Estrelas com o objetivo provocar eleições antecipadas.

O ministro francês do Interior, Christophe Castaner, informou no sábado, através do Twitter, que um acordo europeu excecional foi alcançado entre Itália, França, Alemanha, Portugal e Luxemburgo para permitir o desembarque. "Agora precisamos de concordar com um genuíno mecanismo europeu temporário", acrescentou. 

É por essa via que a UE parece estar a caminhar, mesmo que inicialmente de forma temporária. O ministro alemão do Interior, Horst Seehofer, disse que, sobre um possível acordo futuro, o seu país receberia 25% dos migrantes resgatados que desembarcassem em Itália. "Isso não será muito na nossa política de imigração", declarou Seehofer ao Sueddeutsche Zeitung, no sábado.

Os ministros da Administração Interna vão reunir-se, em Malta, ainda este mês, para tentar chegar a um acordo mais amplo, antes da cimeira europeia que se vai realizar, em outubro, no Luxemburgo.

A França e a Alemanha concordaram em levar um quarto dos migrantes do Ocean Viking. Já Itália vai receber 10%, informou a AFP.

De acordo com os Médicos Sem Fronteiras (MSF), este grupo de 82 migrantes é composto por 58 homens, seis mulheres e 18 menores de idade. A ONG filmou o momento em que as pessoas resgatadas souberam que as autoridades italianas iam permitir o desembarque.


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