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Luxemburgo é observador da comunidade de países lusófonos
Luxemburgo 3 min. 18.07.2018 Do nosso arquivo online

Luxemburgo é observador da comunidade de países lusófonos

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (esquerda), momentos antes de discursar durante a sessão de abertura Cimeira da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Santa Maria, Ilha do Sal.

Luxemburgo é observador da comunidade de países lusófonos

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (esquerda), momentos antes de discursar durante a sessão de abertura Cimeira da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Santa Maria, Ilha do Sal.
Foto: Lusa
Luxemburgo 3 min. 18.07.2018 Do nosso arquivo online

Luxemburgo é observador da comunidade de países lusófonos

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
A notícia foi avançada pelo jornal Contacto na passada semana e esta quarta-feira fez-se o anúncio oficial: o Luxemburgo é membro observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“O Luxemburgo agradece a confiança de todos os Estados-Membros que apoiaram a sua candidatura e aceitaram que se tenha tornado um observador associado da CPLP. Nessa qualidade, o Luxemburgo passará a dispor de novas oportunidades junto desses países, o que convirá saber aproveitar”, disse ao Contacto o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, que apresentou oficialmente a candidatura a 30 de maio, durante a sua visita a Cabo Verde.

O arquipélago assumiu ontem a presidência rotativa da CPLP, por dois anos, na abertura da XII cimeira deste organismo, que acaba hoje na ilha do Sal e que junta chefes de Estado e de Governo de Portugal, Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor-Leste, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial.

O Luxemburgo faz-se representar nesta reunião pelo seu embaixador em Portugal e Cabo Verde, Jean-Jacques Welfring. Uma “honra”, considera Jean Asselborn, que vê nesta inclusão na CPLP, “uma oportunidade única de se relacionar mais estreitamente com esta comunidade” e de intensificar as relações diplomáticas com todos os Estados membros, “em mais um fórum multilateral”.

O reforço das relações bilaterais bilaterais é outro dos objetivos do Luxemburgo, que conta com embaixadas residentes no Brasil, Cabo Verde e em Portugal, e que acolhe também embaixadas de Portugal e Cabo Verde, além de embaixadas não-residentes de outros Estados-Membros da CPLP.

No Grão-Ducado, cerca de um quinto da população fala português, o que para o ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros constitui “uma riqueza cultural que demonstra bem a importância do papel da língua portuguesa num país multilingue como o Luxemburgo”.

A atual lista de países observadores é composta por dez países: Geórgia, Japão, Hungria, Eslováquia, Ilhas Maurícias, Namíbia, Senegal, República Checa, Turquia e Uruguai. Além do Luxemburgo passam a engrossar esta lista França, Itália, Andorra, Sérvia, Argentina, Chile e a Organização de Estados Ibero-Americanos.

O Presidente da República da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (centro), após discursar durante a sessão de abertura Cimeira da CPLP.
O Presidente da República da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (centro), após discursar durante a sessão de abertura Cimeira da CPLP.
Foto: Lusa

Mobilidade é prioridade

No ano em que a CPLP faz 22 anos de existência, a presidência de Cabo Verde vai ter como lema “a cultura, as pessoas, os oceanos”.

“São temas tão importantes e, presente como está em todos os continentes, a comunidade tem um espaço de manobra único nos próximos anos. O espírito Sal vai ser muito inspirador para a CPLP”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à chegada a Cabo Verde. Mas a questão da mobilidade e a livre circulação dentro dos Estados-Membros vai ser o principal desafio da presidência cabo-verdiana. “Espero que se deem mais passos em termos de mobilidade na CPLP”, defendeu o Presidente português.

“Nunca tivemos condições políticas tão boas como agora para avançarmos sobre este dossier”, disse, por seu turno, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, que apontou a pena de morte na Guiné Equatorial como outra das preocupações.

Nesta cimeira vai ser eleito o secretário executivo da CPLP para o biénio 2019-2020, cargo ao qual Portugal apresenta como candidato o embaixador Francisco Ribeiro Telles, para suceder à são-tomense Maria do Carmo Silveira, cujo mandato termina no final deste ano.

Os chefes de estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa posam para a foto de família na sessão de abertura Cimeira da CPLP.
Os chefes de estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa posam para a foto de família na sessão de abertura Cimeira da CPLP.
Foto: Lusa

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