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Luxemburgo desce no ranking europeu da inovação
Luxemburgo 18.06.2019 Do nosso arquivo online

Luxemburgo desce no ranking europeu da inovação

Luxemburgo desce no ranking europeu da inovação

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 18.06.2019 Do nosso arquivo online

Luxemburgo desce no ranking europeu da inovação

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O Luxemburgo e o Reino Unido são os dois Estados-membros da União Europeia que perderam terreno na classificação sobre a inovação.

De acordo com o estudo Innovation Scoreboard, divulgado esta segunda-feira pela Comissão Europeia, o Luxemburgo deixou de estar na lista dos países líderes em matéria de inovação. O Grão-Ducado caiu para o segundo grupo de países considerados "grandes inovadores", com 119 pontos.

Neste grupo, com uma pontuação que oscila entre 90 e 120 pontos, estão as vizinhas Bélgica, França e Alemanha e, também a Áustria, a Irlanda, o Reino Unido (que também desceu de categoria). A Estónia junta-se a este grupo pela primeira vez. 

Fonte: Comissão Europeia

Já no primeiro lugar da lista dos países mais inovadores (acima dos 120 pontos) estão a Suécia, seguida da Finlândia, Dinamarca e Holanda. Portugal aparece no terceiro grupo, dos 'países moderados' no que respeita à inovação. Já no último grupo, dos 'países modestos', há apenas dois Estados-membros: Roménia e Bulgária.

Por segmentos de inovação, o Luxemburgo é o país que apresenta os sistemas de investigação mais atrativos. Por outro lado, a França lidera no financiamento à inovação, e a Alemanha no segmento dos investimentos das empresas. A Dinamarca é o país que oferece melhores recursos humanos e condições à inovação.

Foto: Pierre Matgé

Os dados do Innovation Scoreboard 2019 indicam que a União Europeia tem melhorado nos últimos quatro anos consecutivos em matéria de inovação e que, pela primeira vez, o bloco apresenta um melhor desempenho do que os EUA. 

No entanto, a Europa está a perder terreno para os países asiáticos como o Japão e a Coreia do Sul. No caso da China, o país demontra um crescimento três vezes mais rápido do que a UE, e está agora muito perto do patamar do bloco europeu.

Para que a UE e os Estados-membros se mantenham na frente da corrida mundial, "têm de continuar a investir e a desenvolver as políticas adequadas para que a inovação possa prosperar", refere o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, o português Carlos Moedas, citado no estudo.


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