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Luxemburgo decreta "estado de emergência". Setor da construção vai parar
Luxemburgo 2 min. 17.03.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo decreta "estado de emergência". Setor da construção vai parar

Luxemburgo decreta "estado de emergência". Setor da construção vai parar

Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 17.03.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo decreta "estado de emergência". Setor da construção vai parar

Redação
Redação
Já há 140 infetados no país.

O governo luxemburguês decretou hoje o estado de emergência durante os próximos três meses, até junho. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Xavier Bettel e pela ministra da Saúde, Paulette Lenert na Câmara dos Deputados esta tarde. Uma das consequências imediatas é a paralisação total do setor da construção. "Os estaleiros ainda ativos no Luxemburgo têm de encerrar nos próximos dias", declarou Xavier Bettel esta tarde no Parlamento

De forma a garantir a segurança dos estaleiros, o primeiro-ministro informou que primeiro têm de ser feitos trabalhos de segurança e só depois as obras devem ser encerradas. Bettel voltou a alertar que os cidadãos "devem ficar em casa, e não passear na rua", e acrescentou que "devem ser limitados os contactos com pessoas". "A saúde passa antes da economia", reiterou, esclarecendo que as empresas vão ser ajudadas pelo Estado. 


O que diz a Constituição sobre a declaração do "estado de emergência"
O primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, tomou a medida em concertação com o Grão-Duque Henri, a quem cabe constitucionalmente declarar o estado de emergência.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que o número de infetados pelo Covid-19 aumentou para os 140. É o maior aumento em 24 horas registado no Grão-Ducado desde o primeiro caso no dia 29 de fevereiro, uma delas em estado grave. O "estado de emergência" era já expectável depois de ontem a ministra da Saúde ter admitido ontem que admitiu ontem que o "confinamento total" poderia vir a ser decretado no país.


Editorial. O momento histórico que não queríamos viver
Quando isto passar muitas coisas vão ter que mudar, para não se repetir uma situação que criamos com a forma de explorar a Terra, que multiplica perigos e catástrofes.

A partir de 16 de março, as autoridades policiais estarão nas ruas para verificar "o cumprimento" das indicações dadas pelo Governo. Apenas "as lojas essenciais" deverão continuar abertas. Os restaurantes, apenas, poderão funcionar em regime de "take out" ou entrega em casa.  

Os transportes públicos deverão continuar a funcionar mas os condutores e passageiros deverão respeitar a regra de "dois metros de distância" de segurança. Assim como nos supermercados "deve ser seguida essa regra de dois metros de distância" por parte dos operadores de caixa.  

O vírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou cerca de 170 mil pessoas, das quais 6.850 morreram. Uma dessas vítimas mortais residia no Luxemburgo. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

(Com Susy Martins)  

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