Escolha as suas informações

Luxemburgo. Covid-19 aumenta mortes em 21%, um recorde desde 1975
Luxemburgo 12.06.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Covid-19 aumenta mortes em 21%, um recorde desde 1975

Luxemburgo. Covid-19 aumenta mortes em 21%, um recorde desde 1975

AFP
Luxemburgo 12.06.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Covid-19 aumenta mortes em 21%, um recorde desde 1975

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O número de mortes no Luxemburgo aumentou 21,4% num ano, atingindo um recorde de óbitos em abril que não se verificava desde 1975. Segundo dados divulgados hoje pelo gabinete luxemburguês de estatísticas, Statec, este aumento deve-se às mortes associadas à covid-19.

O total de mortes de pessoas residentes no Luxemburgo, associadas a qualquer causa, foi em abril de 397, cerca de 21% superior às 327 registadas em 2018 e em 2019. 

Para se encontrar um número comparável é preciso recuar a 1975, ano em que o mês de abril registou igualmente 397 mortes. A idade média das pessoas que faleceram devido à covid-19 é de 83 anos, enquanto a idade média das pessoas que morreram por qualquer causa é de 78,6 anos, "o que confirma que a taxa de letalidade por covid-19 é mais elevada nas pessoas com mais de 80 anos", refere o Statec.

Entre janeiro e março deste ano, o índice de mortalidade manteve a diminuição registada nos últimos anos, sobretudo devido ao inverno menos rigoroso, com menos casos de gripe, explica o gabinete nacional de estatísticas.

Mas depois de 9 de abril, após as primeiras mortes associadas à covid-19 (meados de março), a mortalidade aumentou em relação ao igual período do ano passado.

Entre meados de março e fim de abril, o Statec registou 664 mortes, o que corresponde a uma centena de óbitos a mais, em relação aos dois anos anteriores. Um aumento explicado pelas 92 mortes associadas à covid-19 durante esse período, conclui o Statec.  

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Portugal registou, entre 16 de março e 14 de abril, um “excesso de mortalidade” que atingiu de “forma desproporcionada” pessoas com mais de 75 anos, tendo-se registado 1.255 óbitos acima do expectável. Parte dos óbitos por covid-19 terão passado sem diagnóstico por falta de diagnóstico laboratorial, dizem especialistas.