Luxemburgo. Corrida aos supermercados ainda não começou
Luxemburgo. Corrida aos supermercados ainda não começou
Ao que parece, os residentes do Luxemburgo ainda não encheram os supermercados, esvaziando prateleiras para levar todo o papel higiénico ou quilos de arroz que conseguirem, como aconteceu durante a primeira vaga.
As novas medidas foram anunciadas esta semana e a grande novidade será o recolher obrigatório, entre 23h00 e 06h00 da manhã. Apesar de os números estarem a aumentar - com 700 novos casos e mais três mortes, na última quinta-feira - o Governo tem vindo a repetir que confinamento não é opção, por enquanto. Talvez por isso ainda não se note a azáfama de compras que se sentiu nos primeiros meses de pandemia.
No Auchan Cloche d'Or ou na Colruyt, em Gasperich, nota-se o movimento de sempre, com os clientes a circularem sem pressa e sem carrinhos cheios, notou o Paperjam. De lembrar que em março, no início do confinamento, foram reportados assaltos perto deste Auchan. Por enquanto, a vida segue sem percalços.
David Legrand, diretor regional da Colruyt, explica ao mesmo jornal que, no fm de semana passado, já se notou uma ligeira preferência por "farinha, massa, arroz, papel higiénico e toalhas de cozinha". O grupo planeia aumentar os stocks para garantir as prateleiras cheias em casa de urgência. "Estamos à espera de um aumento, mas não será equivalente ao que vivemos em março e abril".
Os serviços drive-in das cadeias têm também tido alguma adesão. No site do Auchan Drive vem uma nota sobre a limitação temporária dos horárias de recolha e entrega. "Estamos a experimentar uma certa aceleração nas encomendas, mas em princípio, até segunda-feira, teremos ajustado os recursos necessários para nos permitir satisfazer a procura dos clientes", disse a cadeia ao Paperjam.
A partir desta sexta-feira as grandes superfícies vão ter um limite de dez metros quadrados para cada cliente, o que pode tornar mais complicada a ida aos supermercados.
França e Bélgica
A segunda vaga da pandemia afetou estes dois países de forma incontrolável. França já está em confinamento e a Bélgica, sendo um dos focos na covid-19 já endureceu medidas de restrição. Por isso, a corrida aos bens essenciais também se intensificou.
No Auchan de Mont-Saint-Martin, os clientes previram a situação a agravar e correram às prateleiras antes de Emmanuel Macron anunciar o confinamento. Por isso, há algum tempo que a superfície adotou medidas para controlar o fluxo de clientes, limitando as compras a cinco peças por família para certos produtos.
Há guardas nas superfícies para garantir que as medidas sanitárias são respeitadas, nomeadamente, o uso de máscara ou a distância entre indivíduos.
Do lado belga, a mesma situação. Na loja Delhaize em Arlon, o departamento de higiéne já não tem papel higiénico. "Lá vamos nós outra vez como a Primavera", diz um funcionário ao Paperjam. "E o mais louco é que ainda nada foi anunciado. Se vier confinamento, vai ser uma loucura".
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