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Luxemburgo. Cônsul-geral diz que "entre 160 a 180" portugueses não puderam votar, não 800
Luxemburgo 2 min. 25.01.2021

Luxemburgo. Cônsul-geral diz que "entre 160 a 180" portugueses não puderam votar, não 800

Luxemburgo. Cônsul-geral diz que "entre 160 a 180" portugueses não puderam votar, não 800

Foto: António Pires/Contacto
Luxemburgo 2 min. 25.01.2021

Luxemburgo. Cônsul-geral diz que "entre 160 a 180" portugueses não puderam votar, não 800

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Manuel Gomes Samuel admite que houve problemas com mais de uma centena de portugueses, mas não entre 700 e 800 como afirmou este domingo à noite o conselheiro das comunidades radicado no Luxemburgo, João Verdades.

(Notícia atualizada às 16:53.) 

O cônsul-geral de Portugal no Luxemburgo desmentiu esta tarde ao Contacto os números que davam conta de entre 700 a 800 portugueses impedidos de votar nas presidenciais portuguesas deste domingo. 

Após o pedido de esclarecimento enviado por email, Manuel Gomes Samuel afirmou que ao longo dos dois dias de voto no Consulado do Grão-Ducado foram-lhe comunicados na mesa 1 "60 a 70 indivíduos que não puderam exercer o direito de voto, sendo que a maioria se deveu a cidadãos com morada registada em Portugal, Bélgica, França e Alemanha." 

Entre estes, cerca de "20 eleitores, embora residentes neste país, não apareciam recenseados pelo Luxemburgo no sistema informático". Manuel Gomes esclareceu que estes casos aconteceram devido a "processos de renovação dos Caartões do Cidadão". 

Já na mesa 2, o cônsul afirma que houve mais 20 a 30 casos de recenseamento anulado de residentes no Grão-Ducado, e mais "cerca de 100 cidadãos" com morada registada fora do Luxemburgo. 


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Abstenção foi de 96,28%.

Feitas as contas, Manuel Gomes contradiz os números divulgados no domingo à noite à Lusa pelo conselheiro da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, João Verdades, que falava em entre 700 a 800 portugueses impedidos de votar devido a "motivos burocráticos". O cônsul-geral fala antes em "entre 160 a 180 cidadãos que não puderam votar."

Numa outra reação ao caso esta segunda-feira, a secção do Partido Socialista no Luxemburgo pediu explicações e exigiu responsabilidades. O que é certo é que o Contacto testemunhou este domingo as dificuldades de alguns eleitores portugueses em participar no ato eleitoral (na caixa ao lado).


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Às 14 horas de domingo já 1.200 eleitores tinham ido votar ao consulado português no Luxemburgo. Nas presidenciais anteriores, não houve mais de 527 votos. Mas há muita gente a ser impedida de exercer o seu direito.

No mesmo email enviado ao jornal, Manuel Gomes Samuel referiu ainda que os "eleitores devem consultar os cadernos eleitorais, disponíveis na Internet, até 60 dias antes do ato eleitoral, para confirmarem a sua capacidade de voto". E acrescentou também que "muitos também poderiam ter pedido o voto antecipado nos passados dias 12, 13 e 14, e não o fizeram, apesar de amplamente promovido e noticiado".

De acordo com os resultados finais divulgados esta segunda-feira pelo portal online do Ministério da Administração Interna portuguesa (MAI), Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito pela comunidade portuguesa no Grão-Ducado com 49,66% dos votos (808 votos). Ana Gomes foi a segunda candidata mais votada com 18,56% (302 votos) e com apenas mais 51 votos que o candidato de extrema-direita André Ventura. 

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