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Luxemburgo com menores taxas de abandono escolar da UE

Luxemburgo com menores taxas de abandono escolar da UE

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 17.01.2019

Luxemburgo com menores taxas de abandono escolar da UE

O Luxemburgo está entre os países com menores taxas de abandono escolar entre alunos de origem estrangeira, segundo um relatório europeu publicado hoje, que passa em revista as políticas dos Estados-membros para integrar imigrantes.

O estudo, da responsabilidade da Rede de Informação sobre Educação na Europa (Eurydice), indica que os países com melhores resultados no combate ao abandono escolar são a Irlanda e a Holanda, que registam mesmo taxas mais baixas no caso de alunos estrangeiros que em relação aos autóctones. Só 4% dos estrangeiros abandonam a escola prematuramente na Irlanda, contra 5,3% dos irlandeses, com os dados da Holanda a apontarem 6,6% de abandono para os estrangeiros e 7,1% para os nacionais.

Segue-se o Luxemburgo, onde os estrangeiros têm taxas de abandono escolar mais elevadas que os nativos, mas em que o intervalo é inferior ao de outros Estados-membros. No Grão-Ducado, segundo o estudo, o abandono escolar afeta 8,2% dos alunos estrangeiros, contra 6,8% dos autóctones.

No extremo oposto está a Espanha, que tem os piores indicadores no abandono escolar de toda a UE. Ali, a taxa de alunos estrangeiros que abandonam a escola de forma prematura (31,9%) é o dobro do abandono entre os alunos autóctones (15,6 %). Itália também não faz boa figura, com 30,1 % de abandono escolar entre os alunos estrangeiros, e apenas 12 % no caso dos italianos.

Nas escolas portuguesas, a taxa de abandono escolar de estrangeiros e nacionais é semelhante: 13,9% no caso de imigrantes, contra 12,5% entre os portugueses. 

Sem surpresa, o Grão-Ducado é também o país com maior percentagem de estrangeiros nas escolas (45,8 %), seguido de Chipre (21 %) e Áustria (18,9 %). Já em Portugal, a percentagem de alunos estrangeiros é inferior a três por cento (2,7%).

A forma de integração dos imigrantes no ensino e os instrumentos de apoio à sua disposição também variam de país para país. O relatório aponta o Grão-Ducado como um dos países em que os estrangeiros recém-chegados passam mais tempo em aulas separadas, que podem chegar a três ou quatro anos (contra um ano em França ou um ano e meio na Bélgica). Só dez países têm limites máximos de tempo em que os recém-chegados podem estudar em turmas separadas ou mantendo algumas aulas separadas, variando entre 24 semanas em Itália e cinco anos na Grécia.

O estudo também aponta que os alunos de origem estrangeira têm piores resultados académicos que os nacionais na generalidade dos países. O comissário europeu para a Educação, Tibor Navracsics, sublinhou em comunicado que os alunos de origem estrangeira enfrentam "maiores desafios" e que a educação tem um papel fundamental para promover a sua integração.


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