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Luxemburgo com indicadores de 3° mundo
Editorial Luxemburgo 2 min. 28.04.2021

Luxemburgo com indicadores de 3° mundo

Luxemburgo com indicadores de 3° mundo

Foto: Shutterstock
Editorial Luxemburgo 2 min. 28.04.2021

Luxemburgo com indicadores de 3° mundo

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Como é que é possível que o país mais rico da Europa e um dos mais ricos do mundo apresente estes indicadores?

No Luxemburgo, o risco de pobreza aumenta no setores profissionais onde trabalham mais imigrantes como a restauração, construção e limpezas. Depois há ainda o desespero de uma em cada quatro famílias que não consegue pagar as contas no final do mês. Os números constam do "Panorama Social 2021", um relatório feito pela Câmara dos Assalariados do Luxemburgo (CSL) que é o destaque do Contacto impresso desta semana.

Pior que Portugal. O Luxemburgo tem a segunda mais alta taxa de risco de pobreza entre os trabalhadores. A situação dos desempregados é ainda mais frágil, uma vez que quase metade não recebe prestações sociais. É também o país em que mais aumentou a taxa de risco de pobreza (4,8%), em quatro anos. Enquanto Portugal conseguiu melhorar este indicador.


Luxemburgo. Um em cada quatro agregados familiares não tem dinheiro para pagar contas ao final do mês
O Grão-Ducado é o segundo país da UE onde o risco de pobreza é maior entre quem trabalha, alerta o novo relatório anual da Câmara dos Assalariados.

Já o risco de pobreza nos desempregados está ao mesmo nível nos dois países. Assim como o nível de pobreza persistente. No Grão-Ducado mais de 40% das famílias monoparentais com filhos a cargo estão em risco do pobreza. Uma percentagem superior à registada em Portugal. Para agravar tudo isto o Luxemburgo está, como se esperava, no topo dos países onde se gasta uma maior percentagem do rendimento na habitação.

Como é que é possível que o país mais rico da Europa e um dos mais ricos do mundo apresente estes indicadores? "Embora o Grão-Ducado seja um dos países mais desenvolvidos do mundo, é evidente que a sua riqueza está ainda distribuída de forma desigual e o risco de pobreza está a aumentar com o tempo", escreve Nora Back, presidente da CSL no prefácio deste relatório.

Depois há outros dados preocupantes neste relatório como a crescente insatisfação no trabalho que leva a que cerca de 30% dos trabalhadores estejam em risco moderado ou elevado de depressão.

Jovens amarrados às dívidas dos pais

Com o futuro hipotecado estão os jovens ouvidos na reportagem de Ana B. Carvalho que revela casos de filhos que ficaram "amarrados" às dívidas dos pais. Por serem fiadores ou sócio-gerentes das empresas estão a pagar dívidas que não são suas.

Com o confinamento há outros problemas a agravar-se nas famílias como o burnout dos pais, um problema que afeta sobretudo os países ocidentais. Fomos conhecer o retrato desta realidade num relatório europeu que acaba de ser publicado.

Nesta edição publicamos ainda reportagem de Ricardo J. Rodrigues onde se mostra o "efeito do mexilhão" no rio Our que está a ajudar a renascer o ecossistema deste curso de água.

Para acabar em festa antecipamos o início do que pode ser a 2nova movida cultural"no castelo de Bourglinster. Um grupo de artistas promete encher a aldeia de arte. Espetáculos e exposições a não perder, já a partir deste fim de semana.

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