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Luxemburgo. Cientistas criam método inovador de esterilização de máscaras
Luxemburgo 2 min. 27.05.2020

Luxemburgo. Cientistas criam método inovador de esterilização de máscaras

Luxemburgo. Cientistas criam método inovador de esterilização de máscaras

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 27.05.2020

Luxemburgo. Cientistas criam método inovador de esterilização de máscaras

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Projeto é apoiado pelo ministério da Economia.

O Instituto de Ciência e Tecnologia do Luxemburgo (LIST) e o Grupo do Plasma Molecular (MPG) estão a trabalhar em equipa para encontrar um método baseado em plasma para descontaminar máscaras usadas e equipamento de proteção pessoal, a fim de os reutilizar. Além disso o projeto visa também criar máscaras com revestimentos antimicrobianos/anti-virais.

O trabalho de investigação é apoiado pelo ministério da Economia, nomeadamente da Luxinnovation que tem tido um papel bastante ativo, congratulou-se ao Contacto o Diretor do Departamento de Materiais do LIST, Damien Lenoble. 

Com a pandemia da covid-19, um dos maiores desafios revelados por muitos países europeus foi a crescente falta, que se viria a revelar "crítica", de equipamento de proteção pessoal, como máscaras e revestimentos de laboratório, explicou o instituto luxemburguês. Para fazer face a este desafio, estão a ser realizadas várias iniciativas em toda a Europa para identificar soluções de reutilização dos equipamentos disponíveis através de processos de descontaminação ou mesmo de esterilização. 

Segundo o LIST, até hoje, tecnologias como a esterilização química, irradiação, exposição aos raios UV, CO2 supercrítico ou plasma a vácuo foram testadas e provaram ser eficientes contra a contaminação por covid-19. No entanto, todas elas apresentam grandes limitações, em particular, levarem frequentemente à degradação do material devido a tratamentos muito agressivos. 


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Ainda há pessoas que se recusam a andar de máscara no Luxemburgo
Por dia, as autoridades luxemburguesas apanham cerca de quinze pessoas sem qualquer proteção facial. Também há quem não cumpra as distâncias de segurança.

Mas agora, segundo os investigadores, a empresa luxemburguesa MPG comercializa uma tecnologia de plasma sob pressão atmosférica única, que permite modificar permanentemente as características químicas de qualquer superfície. A tecnologia exclusiva poderá constituir mesmo uma alternativa "muito mais suave" às normalmente utilizadas para descontaminar as máscaras de proteção. 

O objetivo do projeto é demonstrar a relevância da tecnologia da MPG e de que forma a descontaminação de máscaras de FFP, também chamadas autofiltrantes, poderá ser utilizada para as tornar reutilizáveis. Ao mesmo tempo, a tecnologia poderá ajudar a produzir máscaras cirúrgicas e equipamentos de proteção individual com maior durabilidade e desempenho através do enxerto de aditivos antivirais. 

Mas como funcionaria este sistema na prática? "Em última análise, o primeiro lugar a utilizar esta tecnologia, se comprovado, seria nos hospitais, locais onde o consumo de máscaras é mais elevado. Então, com certeza, as grandes empresas ou administrações poderiam integrar tais capacidades nos seus serviços empresariais de Saúde, Segurança e Ambiente (HSE)", explicou Damien Lenoble, Diretor do Departamento de Materiais do LIST. 

Porém, no que diz respeito a todas as máscaras em circulação no Luxemburgo,  passar por este processo ainda está longe do horizonte. "Nesta fase, tal não está previsto. Este método deveria passar por um processo de validação completo, em conformidade com as normas regulamentares em vigor", explica.

Segundo Lenoble, o Departamento de Materiais do LIST e a MPG irão juntar-se a uma iniciativa mais vasta lançada na Bélgica e coordenada pela Universidade de Liège para passar a uma fase de testes mais completa, se os primeiros resultados forem conclusivos. "Na melhor das hipóteses, isto poderá estar disponível para a comunidade dentro de cinco meses", previu.

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