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Luxemburgo. Aumento de 64% de doentes covid-19 nos cuidados intensivos
Luxemburgo 3 min. 04.11.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Aumento de 64% de doentes covid-19 nos cuidados intensivos

Luxemburgo. Aumento de 64% de doentes covid-19 nos cuidados intensivos

Photo: AFP
Luxemburgo 3 min. 04.11.2020 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Aumento de 64% de doentes covid-19 nos cuidados intensivos

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Na última semana, foram internadas 145 pessoas nos hospitais devido à covid-19, 25 nos intensivos. Os doentes da epidemia ocupavam quase 28% das camas UCI. No país, os casos em isolamento, 6251 pessoas, duplicaram.

O vírus da covid-19 continua a infetar largamente e em grande rapidez a população do Luxemburgo. No país registaram-se 4.701 novas infeções, entre 26 de outubro e 1 de novembro, mais 39% do que na semana precedente.

Apesar desta percentagem ser muito inferior ao aumento de 265% registado na semana de 19 a 25 de outubro, o Ministério da Saúde no seu relatório semanal sobre a situação da doença no país, hoje divulgado, declara que os 39% “é um aumento acentuado”: Na última semana, faleceram 14 pessoas devido à epidemia, contra 12 óbitos da semana precedente. A idade média dos doentes que não sobreviveram à infeção do vírus foi de 82 anos.

Pessoas em isolamento duplicam

O número de infeções ativas no país era de 8.224, mais 43% do que na semana precedente, a subida de pessoas colocadas em quarentena, 8149 foi de 32% e as pessoas infetadas colocadas em isolamento, 6251 pessoas, praticamente duplicou entre os dias 26 de outubro e 1 de novembro.

O grande crescimento das infeções conduziu a uma grande subida das hospitalizações, até porque na última semana, o maior aumento de infeções a nível etário ocorreu na população com idades entre os 60 e os 74 anos.

Aumento de 64% nos cuidados intensivos

Os serviços hospitalares regulares do país tiveram uma subida de 38% de admissões ligadas à covid-19, com mais 145 doentes internados, e nas unidades de cuidados intensivos (UCI) passou-se de 9 doentes graves para 25 doentes na semana de 26 de outubro a 1 de novembro. Isto significa um aumento de 64%. Na última semana os doentes covid-19 ocupavam 27,4% das camas dos cuidados intensivos (2,2% dos quais eram doentes suspeitos de precisar destes cuidados). Na semana de 19 a 25 de outubro, apenas 10,3% das camas das (UCI) do país.

A idade média dos doentes que não sobreviveram à infeção do vírus foi de 82 anos.


Luxemburgo. Mais quatro mortes por covid-19 e 710 novos casos nas últimas 24 horas
Desde o início da pandemia, o novo coronavírus infetou, no Grão-Ducado, mais de 20 mil pessoas e causou a morte a 171.

750 casos por 100 mil habitantes

A capacidade dos serviços hospitalares para tratar doentes covid-19 é um dos fatores mais importantes do combate à epidemia. Atualmente, os hospitais do país já estão reorganizados para o fazer, mas outras mudanças poderão a vir ainda ser necessárias se as infeções continuarem na dinâmica exponencial como está previsto até meados de novembro. As previsões apontam que a meio do mês o Luxemburgo poderá chegar aos 1300 testes positivos diários.

O crescimento das pessoas infetadas originou também o aumento da taxa de incidência da covid-19 no país, que subiu para 750 casos por 100 mil habitantes, em sete dias, e afetando todas as idades.

Fontes de contágio impossíveis de determinar

Outro dos dados preocupantes é que a este nível de transmissão da doença as autoridades já não conseguem determinar a fonte de contágio. O Ministério da Saúde assume que entre os dias 26 de outubro a 1 de novembro “a taxa de contaminação para a qual a fonte não é claramente atribuível permanece alta. Tendo em vista o elevado número de novas infeções, atualmente não é possível identificar as fontes em todos os casos”.

 


Covid-19. Esta semana será "o momento da verdade" para o Luxemburgo
Segundo o primeiro-ministro, Xavier Bettel, os primeiros dias de novembro serão determinantes para decidir se vão ser necessárias mais medidas restritivas para conter a pandemia no país.

 A faixa etária 15-29 continua a ser a mais afetada, seguida pela faixa etária 45-59 e a faixa etária 75+. Pessoas com idades entre 60 e 74 anos experimentaram o maior aumento. A incidência em jovens de 0 a 14 anos permanece cerca de metade da dos adultos.

Na semana em análise realizaram-se 60.669 testes PCR contra 47.939 da semana anterior. A taxa de reprodução efetiva (TR ef) diminuiu de 1,62 para 1,19 e a taxa de positividade nos testes realizados é de 6,14% contra 5,54% da semana anterior (média da semana).

O primeiro-ministro Xavier Bettel declarou que a semana atual “será o momento da verdade” da situação pandémica que se vive. A evolução da doença nos primeiros dias de novembro será determinante para decidir se irão ser impostas medidas mais restritivas para travar o aumento diário significativo das infeções desta segunda-vaga no país, que se está a manifestar mais intensa do que a primeira.

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