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Luxemburgo atento a dados de Israel para decidir alargamento da terceira dose da vacina
Luxemburgo 2 min. 25.08.2021
Covid-19

Luxemburgo atento a dados de Israel para decidir alargamento da terceira dose da vacina

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Luxemburgo atento a dados de Israel para decidir alargamento da terceira dose da vacina

Foto: Jonas Güttler/dpa
Luxemburgo 2 min. 25.08.2021
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Luxemburgo atento a dados de Israel para decidir alargamento da terceira dose da vacina

Esta terça-feira, a França anunciou o reforço vacinal da população com 65 anos ou mais e doenças de risco, mas o Grão-Ducado aguarda outros dados, como os de Israel que vai dar uma terceira dose a todos os adultos com idades a partir dos 30 anos.

O Luxemburgo está a aguardar por mais dados, entre os quais os de Israel, para tomar uma decisão sobre a possibilidade de alargar o reforço da vacina contra a covid-19 a uma terceira dose a mais pessoas, nomeadamente idosos. 

Em declarações esta terça-feira à RTL, o Diretor da Saúde, Jean-Claude Schmit, afirmou que "as discussões estão atualmente em curso" e que o Conselho Nacional de Doenças Infecciosas, a quem o Ministério da Saúde já tinha pedido um parecer, está "a trabalhar intensamente no assunto", especialmente porque há "poucos dados científicos nesta área", afirmou.


França avança com terceira dose da vacina anticovid a partir dos 65 anos
Também as pessoas com doenças que aumentem o risco de desenvolverem formas mais graves de covid-19 ou de mortalidade, como a diabetes ou a obesidade, passam a estar abrangidas pela toma de uma dose adicional da vacina.

No mesmo dia em que a França anunciou que iria alargar o reforço vacinal a pessoas com idades a partir dos 65 anos ou com doenças de risco, Jean-Claude Schmit lembrou que há ainda muitos países que "não tomaram uma decisão", mas reconheceu que aquilo que alguns estão a pensar fazer, que é "dar prioridade à vacinação das pessoas idosas" é "uma possibilidade.

O Diretor de Saúde sublinhou que o Luxemburgo está atento particularmente a Israel, que anunciou esta semana, a administração de uma terceira dose da vacina para maiores de 30 anos. O país, que foi dos primeiros do mundo a vacinar em massa a população, devido a um acordo com a Pfizer, já tinha lançado uma campanha há três semanas para o reforço vacinal de pessoas com 60 anos ou mais. 

Com a variante Delta a fazer subir os casos de infeção e a necessidade de recuar no levantamento das restrições, Israel é também um dos primeiros países a avançar para a terceira dose da vacina e alargá-la a quase toda a população adulta. 


Vacinas da Pfizer e da Moderna são menos eficazes contra a variante Delta
Diferentes estudos apontam para quebra de eficácia das vacinas de mRNA contra a variante Delta, mas os fármacos continuam a reduzir a transmissão do vírus para quem tem o esquema vacinal completo, face a quem não está vacinado.

Há já estudos no país que mostram que este reforço está a ter impacto no aumento da proteção e na diminuição da infeção na faixa etária dos 60 aos 69 anos.

"Estamos ansiosos por saber que dados Israel irá revelar", referiu Jean-Claude Schmit, acrescentando que mais detalhes deverão ser conhecidos nestas próximas semanas.

"Esta será certamente uma informação interessante para tomarmos as nossas decisões. Israel é um bom modelo porque tem um bom sistema de vigilância de infeções e está tudo bem documentado", salientou à RTL.

Para já, a terceira dose é administrada no Luxemburgo em casos muito concretos, como os de pessoas com imunodeficiências e pacientes transplantados, não sendo aplicado como critério prioritário a idade avançada. 

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